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Assim como na maioria das distribuições Linux, o Debian GNU/Linux oferece:
os principais aplicativos GNU para desenvolvimento de software, manipulação de arquivos e processamento de texto, incluindo gcc, g++, make, texinfo, Emacs, o shell (interpretador de comandos) Bash e vários utilitários Unix atualizados;
Perl, Python, Tcl/Tk e vários programas correlatos, módulos e bibliotecas para cada um deles;
TeX (LaTeX) e Lyx, dvips, Ghostscript;
O sistema X Window, que oferece uma interface gráfica em rede para o Linux, e inumeráveis aplicativos X, incluindo o GNOME;
um conjunto completo de outros aplicativos de rede, incluindo servidores para protocolos internet como o HTTP (WWW), FTP, NNTP (news), SMTP e POP (mail) e servidores de nomes; também disponíveis estão navegadores internet (web browsers) e ferramentas de desenvolvimento.
Mais de 18040 pacotes, variando de servidores de notícias e leitores a suporte de som, programas de FAX, programas de banco de dados e planilha eletrônica, programas de processamento de imagens, comunicação, rede, e utilidades de correio, servidores de rede (Web servers), e até programas de rádio-amadorismo são incluídos na distribuição. Outros 560 conjuntos de softwares estão disponíveis como pacotes Debian, mas não são formalmente parte do Debian devido as suas restrições de licença.
Para cada pacote, os autores do respectivo programa são creditados no arquivo /usr/doc/PACOTE/copyright, onde PACOTE deve ser substituído pelo nome do pacote.
Mantenedores que empacotam esses programas para o sistema Debian GNU/Linux são listados no arquivo de controle Debian (veja O que é um arquivo de controle Debian?, Seção 6.4) que vem com cada pacote.
Uma lista completa está disponível a partir de qualquer um dos espelhos do Debian.
O arquivo indices/Packages-Master-i386.gz contém uma lista, incluindo descrições curtas, de todos os pacotes que estão disponíveis para computadores com processadores ix86 (e compatíveis). Existem arquivos semelhantes, em indices/Packages-Master-ARCH.gz, onde ARCH deve ser substituído pela arquitetura apropriada, que provê uma lista semelhante de pacotes que estão disponíveis para tais computadores/arquiteturas.
A interface WWW para os pacotes
Debian resume convenientemente os pacotes em cada uma das vinte
"seções" do arquivo Debian.
A política do Debian requer que as ligações simbólicas (para libfoo.so.x.y.z ou semelhante) sejam colocados em separado, pacotes de desenvolvimento. Estes pacotes normalmente são nomeados libfoo-dev ou libfooX-dev (presumindo que o pacote de biblioteca seja nomeado libfooX, e X seja um número inteiro).
Uma lista de pacotes que ainda precisam ser empacotados para o Debian existe, a lista "Work-Needing and Prospective Packages". Para mais detalhes, veja Como posso me tornar um desenvolvedor de software Debian?, Seção 12.1.
O Kit de Desenvolvimento Java da Sun (JDK) está disponível atualmente na forma de pacote Debian (jdk_VVV-RRR.deb). O JDK permite a você rodar programas e applets Java, além de escrever os seus próprios programas e applets. Se seu kernel está configurado corretamente (veja abaixo), o JDK permitirá a você rodar programas Java da mesma maneira que você roda outros executáveis. O pacote JDK também inclui alguns programas de demonstração.
O kernel do Debian está configurado com suporte a Java como módulo (isto é, CONFIG_BINFMT_JAVA=m). Os usuários que desejarem construir seus próprios kernels (veja Que ferramentas o Debian oferece para a construção de kernels personalizados?, Seção 9.2) podem omitir este suporte se desejarem. Uma vez que haja suporte a módulos no kernel, tenha certeza de que o módulo foi carregado. Você pode fazer isso durante a inicialização colocando a linha binfmt_java no arquivo /etc/modules.
Alternativamente, você pode instalar o módulo a partir da linha de comando executando o comando insmod NOMEDIR/binfmt_java.o, onde NOMEDIR é o nome do diretório em que se encontram os módulos construídos para a versão do kernel que está sendo executado. Em um sistema com a versão 2.2.17 do kernel, NOMEDIR provavelmente será /lib/modules/2.2.17/fs/. Você pode verificar se um módulo está carregado usando o comando lsmod.
Rodar um applet Java exige um navegador com capacidade para reconhecê-lo e executá-lo. O navegador da Netscape, que pode ser instalado como um pacote Debian, roda applets Java. (O código fonte do navegador da Netscape não está disponível publicamente. O pacote Debian do navegador fornece um wrapper (envelope) que auxilia a instalação e o gerenciamento do Netscape em um sistema Debian. Esse é um bom exemplo da integração de programas comerciais com o sistema Debian).
Uma nota final com boas e más notícias: A política de licenciamento da Sun sobre o JDK está ficando cada vez mais restritiva, portanto em pouco tempo esse pacote pode não estar disponível como parte do Debian. É possível que ele possa estar disponível da mesma maneira que o Netscape. Uma notícia melhor é que estão sendo desenvolvidos vários programas que poderão oferecer alternativas atraentes e que estarão publicamente disponíveis.
Para ter certeza de que seu sistema foi instalado a partir dos discos base do Debian, verifique a existência do arquivo /etc/debian_version, que contém apenas uma linha, dando o número da versão, como definido pelo pacote base-files.
A existência do programa dpkg mostra que você pode instalar
pacotes Debian em seu sistema, mas como o programa tem sido utilizado por
vários outros sistemas operacionais e arquiteturas, esse não é mais um método
confiável para se determinar se o sistema é Debian GNU/Linux.
Os usuários devem estar cientes, de que o sistema Debian consiste de muitas
partes, cada uma das quais podem ser atualizadas de forma (quase) independente.
Cada "versão" do Debian possui conteúdo bem definido e imutável. As
atualizações ficam disponíveis separadamente. Para uma descrição de uma linha
do status de instalação do pacote foo, use o comando dpkg
--list foo. (Sem argumentos, esse comando mostra as versões de todos os
pacotes instalados). Para ver as versões dos pacotes instalados, execute:
dpkg -l
Para uma descrição mais completa, use:
dpkg --status foo
O Debian GNU/Linux é distribuído com mapas de teclado para quase duas dúzias de teclados e com utilitários (no pacote kbd) para instalar, ver e modificar esses mapas.
O processo de instalação pede ao usuário para especificar o teclado que ele usará.
A grande maioria dos programas que empacotamos, suportam a entrada de caracteres não US-ASCII usados em outros idiomas latinos (e.g. ISO-8859-1 ou ISO-8859-2), e um grande número de pacotes suportam idiomas "multi-byte" como japonês e chinês.
Atualmente, o suporte para páginas de manual nos idiomas alemão, espanhol, finlandês, francês, húngaro, italiano, japonês, coreano e polonês é oferecido através dos pacotes `manpages-LANG' (onde LANG é o código ISO de duas letras do país). Para acessar uma página de manual NLS, o usuário precisa ajustar a variável do `shell' LC_MESSAGES para o valor apropriado.
Por exemplo, no caso de páginas de manual em italiano, LC_MESSAGES deve ser
ajustado para 'italian'. O programa man irá então procurar por
páginas de manual em italiano sob /usr/share/man/it/.
As leis dos EUA restringem a exportação de artigos de defesa, o que inclui alguns tipos de programas de criptografia. PGP e ssh, entre outros, entram nessa categoria.
Para prevenir que alguém corra riscos legais desnecessários, alguns pacotes do
Debian GNU/Linux estão disponíveis apenas a partir de um site fora dos EUA
ftp://non-US.debian.org/debian-non-US/.
Existem numeroso sites espelhos, todos os quais, fora dos EUA, veja ftp://non-US.debian.org/debian-non-US/README.non-US
para uma lista completa.
Pine?
Devido à sua licença restritiva, ele está na área non-free. Além disso, como
sua licença não permite nem mesmo que binários modificados sejam distribuídos,
você deve compilá-lo por conta própria a partir do código-fonte e dos patches
Debian. Para maior conveniência dos usuários que usam o dselect,
o código-fonte para a versão Debian do pine está disponível nos pacotes
pine396-src e pine396-diffs, ou
pine4-src e pine4-diffs para a versão 4.*.
Note que existem muitos substitutos tanto para o pine quanto para
o pico, como o mutt e nano, ambos
localizados na seção main.
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A FAQ (perguntas freqüentes) do Debian GNU/Linux.
Versão 4.0.3, 26 June 2008