Instalando Debian GNU/Linux 3.0 para Alpha ------------------------------------------ Bruce Perens Sven Rudolph Igor Grobman James Treacy Adam Di Carlo versão 3.0.24, 18 December, 2002 ------------------------------------------------------------------------------- Resumo ------ Este documento contém instruções de instalação do sistema Debian GNU/Linux 3.0, para arquiteturas Alpha ("alpha"). Também contem apontadores para maiores informações e instruções de como obter mais de seu novo sistema Debian. Os procedimentos neste documento _não_ são indicados para serem usados por usuários atualizando sistemas existentes; se você está atualizando, veja o documento Notas de Lançamento para o Debian 3.0 (http://www.debian.org/releases/woody/alpha/release-notes/). Nota dos Direitos de Autor -------------------------- Este documento pode ser distribuído ou modificado sobre os termos da Licença Pública Geral GNU. Public Licence. (C) 1996 Bruce Perens (C) 1996, 1997 Sven Rudolph (C) 1998 Igor Grobman, James Treacy (C) 1998-2002 Adam Di Carlo Este manual é software livre; você pode redistribui-lo e/ou modifica-lo de acordo com os termos da Licença Pública Geral GNU como publicada pela Free Software Foundation; , versão 2 da licença ou (a critério do autor) qualquer versão posterior. Este manual é distribuído com a itenção de ser útil ao seu utilizador, no entanto _NÃO TEM NENHUMA GARANTIA_, EXPLÍCITAS OU IMPLÍCITAS, COMERCIAIS OU DE ATENDIMENTO A UMA DETERMINADA FINALIDADE. Consulte a Licença Pública Geral GNU para maiores detalhes. Uma cópia da Licença Pública Geral GNU está disponível em `/usr/share/common-licenses/GPL' na distribuição Debian GNU/Linux ou no website da GNU (http://www.gnu.org/copyleft/gpl.html) na Web. Voce também pode obter uma cópia escrevendo para a Free Software Foundation, Inc., 59 Temple Place - Suite 330, Boston, MA 02111-1307, USA. Nós requeremos que você atribua qualquer material derivado deste documento à Debian e seus autores. Se você modificar e melhorar este documento, nós requisitamos que os autores sejam notificados, pelo e-mail . Tradução inicial feita integralmente para o idioma português por: Gleydson Mazioli da Silva . A atualização deste documento para o lançamento da woody foi feita pela equipe task force do Debian l10n: A tradução deste documento para o Idioma Português foi realizada por: Gleydson Mazioli da Silva (gleydson@cipsga.org.br / gleydson@focalinux.org) As atualizações desta tradução feita pela task force pt_BR foram feitas por: * Andre Luiz Lopes * Gleydson Mazioli da Silva * Luis Alberto Garcia Cipriano * Marcio Roberto Teixeira * Paulo Rogério Ormenese A tabela da arquitetura Alpha foi derivada de informações contribuidas de Jay Estabrook, com a devida permissão. ------------------------------------------------------------------------------- Índice ------ 1. Bem vindo ao Debian 1.1. O que é o Debian? 1.2. O que é GNU/Linux? 1.3. O que é Debian GNU/Linux? 1.4. O que é Debian GNU/Hurd? 1.5. Obtendo o Debian 1.6. Obtendo a versão mais nova deste documento 1.7. Organização deste documento 1.8. Este documento possui problemas conhecidos 1.9. Sobre Copyright e Licenças de Software 2. Requerimentos do Sistema 2.1. Hardware suportado 2.2. Mídia de Instalação 2.3. Requerimentos de Memória e Espaço em Disco 2.4. Hardware para Conectividade de Rede 2.5. Periféricos e Outros Hardwares 2.6. Obtendo Hardware específico para GNU/Linux 3. Antes de Instalar Debian GNU/Linux 3.1. Visualização do Processo de Instalação 3.2. Faça Cópia de Segurança de seus Dados Existentes! 3.3. Informação de que você precisará 3.4. Planejando o Uso do Sistema 3.5. Atendendo aos Requerimentos Mínimos de Hardware 3.6. Pré-Particionando para Sistemas Multi-Inicialização 3.7. Instalando o Debian GNU/Linux a partir de um Sistema Unix/Linux 3.8. Configuração de Pré-Instalação do Sistema Operacional e do Hardware 4. Obtendo a Mídia de Instalação do Sistema 4.1. Conjunto de CDs oficiais da Debian GNU/Linux 4.2. Obtendo os arquivos através dos mirrors da Debian 4.3. Criando os disquetes através de imagens de disco 4.4. Preparando arquivos para inicialização TFTP via rede 4.5. Instalação Automática 5. Iniciando o sistema de instalação 5.1. Firmware do console Alpha 5.2. Inicializando com o MILO 5.3. Argumentos de Inicialização 5.4. Inicializando através de um CD-ROM 5.5. Inicializando a partir de disquetes 5.6. Inicializando via TFTP 5.7. Resolvendo Problemas durante o processo de instalação 5.8. Introduction to `dbootstrap' 5.9. ``Notas de Lançamento'' 5.10. ``Menu Principal de Instalação - Sistema Debian GNU/Linux'' 5.11. ``Configurar o Teclado'' 5.12. Última Chance! 6. Particionamento para a Debian 6.1. Decidindo as partições e seus tamanhos na Debian 6.2. Esquema de particionamento recomendado 6.3. Nomes dos dispositivos no Linux 6.4. Programas de Particionamento da Debian 6.5. ``Inicializar e Ativar uma Partição Swap'' 6.6. ``Inicializar uma Partição Linux'' 6.7. ``Montar uma Partição Linux já Inicializada'' 6.8. Montando partições não suportadas pelo `dbootstrap' 7. Instalando o Kernel e o Sistema Operacional Básico 7.1. ``Instalar o Kernel e os Módulos'' 7.2. Network 7.3. ``Configurar os Módulos dos Controladores de Dispositivos'' 7.4. ``Configurar a Rede'' 7.5. ``Instalar o Sistema Básico'' 8. Inicializando em seu novo sistema Debian 8.1. ``Fazer o Sistema Inicializável'' 8.2. O Momento da Verdade 8.3. Configuração da Debian pós-inicialização (base) 8.4. Configurando o Fuso Horário 8.5. Senhas MD5 8.6. Suporte a Senhas Ocultas 8.7. Escolher a senha do usuário root 8.8. Criando um usuário ordinário 8.9. Configurando o PPP 8.10. Configurando o APT 8.11. Instalação de Pacotes: Simples ou Avançada 8.12. Seleção Simples de Pacotes -- O Instalador de Tarefas 8.13. Seleção Avançada de Pacotes com o `dselect' 8.14. Perguntas durante a instalação de softwares 8.15. Entrando no Sistema 9. Próximos passos e para onde ir a partir daqui 9.1. Se você é novo no Unix 9.2. Desligando o Sistema 9.3. Orientando-se com a Debian 9.4. Futuras leituras e informações 9.5. Compilando um novo Kernel 10. Informações técnica sobre os disquetes de inicialização 10.1. Código Fonte 10.2. Disquete de recuperação 10.3. Trocando o kernel do disquete de recuperação 11. Apêndice 11.1. Informações Úteis 11.2. Obtendo a Debian GNU/Linux 11.3. Dispositivos do Linux 11.4. Espaço em disco requerido para as tarefas 11.5. Efeitos do Verbose e Quit 12. Administrivia 12.1. Sobre este documento 12.2. Contribuindo com este documento 12.3. Maiores contribuições 12.4. Reconhecimento de marcas registradas ------------------------------------------------------------------------------- 1. Bem vindo ao Debian ---------------------- Nós estamos felizes em ver que você decidiu utilizar o Debian e estamos certos de que você verá que a distribuição Debian GNU/Linux é única. O Debian GNU/Linux reúne software livre de alta qualidade de todo o mundo, integrado em um sistema coerente como um todo. Acreditamos que você comprovará que o resultado é verdadeiramente mais do que a soma das partes. Este capítulo oferece uma visão do Projeto Debian e Debian GNU/Linux. Se você já sabe a história do Projeto Debian e sobre a distribuição Debian GNU/Linux, sinta-se livre para seguir até o próximo capítulo. 1.1. O que é o Debian? ---------------------- Debian é uma organização totalmente voluntária, dedicada ao desenvolvimento de software livre e a promover os ideais da Fundação do Software Livre (Free Software Foundation). O projeto Debian foi iniciado em 1993, quando Ian Murdock lançou um convite aberto para desenvolvedores de software para que eles contribuíssem para uma distribuição de software completa e coerente baseada no relativamente novo kernel Linux. Essa relativamente pequena associação de entusiastas dedicados, fundada originalmente pela Free Software Foundation (http://www.fsf.org/fsf/fsf.html) e influenciada pela filosofia GNU (http://www.gnu.org/gnu/the-gnu-project.html) evoluiu com o passar dos anos para uma organização que possui em torno de 500 _Desenvolvedores Debian_. Os Desenvolvedores Debian estão envolvidos em uma variedade de atividades, incluindo administração de sites Web (http://www.debian.org/) e FTP (ftp://ftp.debian.org/), design de gráficos, análise legal de licenças de softwares, criação de documentação e, é claro, manutenção de pacotes de software. No interesse de comunicar nossa filosofia e atrair desenvolvedores que acreditam nos objetivos do Debian, o projeto Debian publicou diversos documentos que expõem nossos valores e servem de guia para definir o que significa ser um Desenvolvedor Debian. * O Contrato Social Debian (http://www.debian.org/social_contract) é um relato do comprometimento do Debian para com a Comunidade do Software Livre. Qualquer pessoa que aceite obedecer ao Contrato Social pode se tornar um mantenedor (http://www.debian.org/doc/maint-guide/). Qualquer mantenedor pode incluir software novo no Debian --- contanto que o software atenda os critérios de ser livre e o pacote siga nossos padrões de qualidade. * O Debian Free Software Guidelines (http://www.debian.org/social_contract#guidelines) (_Guia Debian para o Software Livre_) é um conjunto de regras claras e concisas de critérios da Debian para o software livre. O DFSG é um documento muito influente no movimento software livre e foi a função da The Open Source Definition (http://opensource.org/docs/definition_plain.html) (_Definição de software livre_). * O Manual de Políticas Debian (http://www.debian.org/doc/debian-policy/) é uma extensiva especificação dos padrões de qualidade do Projeto Debian. Os Desenvolvedores Debian também estão envolvidos em diversos outros projetos; alguns específicos do Debian, outros envolvendo alguns ou toda a comunidade Linux. Alguns exemplos são: * O Linux Standard Base (http://www.linuxbase.org/) (LSB) é um projeto que almeja padronizar o sistema básico GNU/Linux, o que permitirá que desenvolvedores de software e hardware facilmente criem software e controladores de dispositivos para Linux em geral, ao invés de somente para uma distribuição GNU/Linux específica. * O Filesystem Hierarchy Standard (http://www.pathname.com/fhs/) (FHS) é um esforço para padronizar a estrutura do sistema de arquivos do Linux. O FHS permitirá que desenvolvedores de software concentrem seus esforços no design de programas, sem se preocupar com detalhes como a maneira que seu pacote será instalado nas diversas distribuições GNU/Linux. * O Debian Jr. (http://www.debian.org/devel/debian-jr/) é um projeto interno, o qual tem por objetivo certificar-se que o Debian tenha algo para oferecer para nossos jovens usuários. Para maiores informações gerais sobre o Debian, veja o Debian FAQ (http://www.debian.org/doc/FAQ/). 1.2. O que é GNU/Linux? ----------------------- O projeto GNU desenvolveu um conjunto compreensivo de ferramentas de software livre para uso com o Unix(TM) e outros sistemas operacionais semelhantes ao Unix, como o Linux. Estas ferramentas permitem que usuários executem tarefas das mais simples (como copiar ou remover arquivos do sistema) até tarefas mais complicadas (como escrever e compilar programas e fazer edições sofisticadas em uma variedade de formatos de documentos). Um sistema operacional consiste de vários programas fundamentais que são necessários para seu computador para que ele possa se comunicar e receber instruções dos usuários, ler e gravar dados no disco rígido, fitas e impressoras, controlar o uso da memória e executar outros softwares. A parte mais importante de um sistema operacional é o kernel. Em um sistema GNU/Linux, o Linux é o componente kernel. O restante do sistema consiste de outros programas, muitos dos quais foram escritos por ou para o projeto GNU. Devido ao kernel Linux sozinho não constituir um sistema operacional utilizável, nós preferimos usar o termo ``GNU/Linux'' quando nos referimos ao sistema que muitas pessoas casualmente se referem como ``Linux''. O kernel Linux (http://www.kernel.org/) apareceu pela primeira vez em 1991, quando um estudante finlandês de Ciência da Computação chamado Linus Torvalds anunciou uma versão preliminar de um substituto para o kernel Minix no grupo e notícias da Usenet `comp.os.minix'. Veja a Página da História do Linux (http://www.li.org/linuxhistory.php) da Linux International. Linus Torvalds continua a coordenar o trabalho de centenas de desenvolvedores com a ajuda de alguns eleitos confiáveis. Um excelente sumário semanal das discussões na lista de discussão `linux-kernel' é a Kernel Traffic (http://kt.zork.net/kernel-traffic/). Maiores informações sobre a lista de discussão `linux-kernel' podem ser encontradas na FAQ da lista linux-kernel (http://www.tux.org/lkml/). 1.3. O que é Debian GNU/Linux? ------------------------------ A combinação da filosofia e metodologia Debian com as ferramentas GNU, o kernel Linux, e outros importantes softwares livres, formam uma distribuição de software única chamada Debian GNU/Linux. Esta distribuição é constituída de um grande número de _pacotes_ de software. Cada pacote na distribuição contém executáveis, scripts, documentação, informação de configuração e possui um _mantenedor_ que é primariamente responsável por manter o pacote atualizado, receber os relatórios de bugs e se comunicar com o(s) autor(es) original(is) do software empacotado. Nossa base de usuários extremamente grande, combinada com nosso sistema de gerenciamento de bugs garante que os problemas sejam encontrados e corrigidos rapidamente. A atenção do Debian aos detalhes nos permite construir uma distribuição de alta qualidade, estável e escalável. Instalações podem ser facilmente configuradas para servir muitos propósitos, desde firewalls compactos passando por estações de trabalhos desktop científicas até servidores de redes de alto nível. A característica que mais distingue o Debian de outras distribuições GNU/Linux é seu sistema de gerenciamento de pacotes. Estas ferramentas dão ao administrador de um sistema Debian o controle completo sobre os pacotes instalados no sistema, incluindo a habilidade de instalar um único pacote ou automaticamente atualizar o sistema operacional inteiro. Pacotes individuais podem também ser mantidos e não atualizados. Você pode até mesmo dizer ao sistema de gerenciamento de pacotes sobre o software que você compilou manualmente e quais dependências ele resolve. Para proteger seu sistema contra ``cavalos de tróia'' de outros softwares mal intencionados, o Debian verifica se os pacotes tiveram origem de seus mantenedores Debian registrados. Empacotadores Debian também têm um grande cuidado ao configurar seus pacotes de uma maneira segura. Quando problemas de segurança em pacotes fornecidos aparecem, consertos são geralmente colocados a disposição muito rapidamente. Com as simples opções de atualização Debian, consertos de segurança pode ser obtidos e instalados automaticamente através da Internet. O método primário, e o melhor, de se obter suporte para seu sistema Debian GNU/Linux e de se comunicar com os Desenvolvedores Debian é através das muitas listas de discussão mantidas pelo Projeto Debian (existem mais de 90 listas até o momento). A maneira mais fácil de se inscrever em uma ou mais destas listas é visitar a página de inscrição nas listas de discussão Debian (http://www.debian.org/MailingLists/subscribe) e preencher o formulário que você encontrará nesta página. 1.4. O que é Debian GNU/Hurd? ----------------------------- Debian GNU/Hurd é um sistema Debian GNU que substitui o kernel Linux monolítico com um kernel GNU Hurd --- um conjunto de servidores sendo executados em cima de um microkernel GNU Mach. O Hurd ainda não está finalizado e não é indicado para o uso do dia-a-dia, mas o trabalho está continuando. O Hurd está sendo desenvolvido atualmente somente para a arquitetura i386, porém portes para outras arquiteturas serão feitos uma vez que o sistema torne-se mais estável. Para maiores informações, veja a página de ports Debian GNU/Hurd (http://www.debian.org//ports/hurd/) e a lista de discussão . 1.5. Obtendo o Debian --------------------- Para informação sobre como fazer o download do Debian GNU/Linux a partir da Internet ou de quem CDs oficiais Debian podem ser comprados, veja a página web de distribuição (http://www.debian.org/distrib/). A lista de espelhos Debian (http://www.debian.org/distrib/ftplist) contém um conjunto completo de espelhos oficiais Debian. A Debian pode ser atualizada após a instalação de forma muito fácil. O procedimento de instalação ajudará a configurar o sistema assim você poderá fazer estas atualizações assim que o sistema de instalação for finalizado, se precisar fazer. 1.6. Obtendo a versão mais nova deste documento ----------------------------------------------- Este documento está constantemente sendo revisado. Certifique-se de checar as páginas Debian 3.0 (http://www.debian.org/releases/woody/) para quaisquer informações de último minuto sobre a versão 3.0 do sistema Debian GNU/Linux. Versões atualizadas deste manual de instalação estão também disponíveis a partir das páginas oficiais do Manual de Instalação (http://www.debian.org/releases/woody/alpha/install). 1.7. Organização deste documento -------------------------------- Este documento foi criado para servir como um manual para os usuários Debian iniciantes. Ele tenta assumir o mínimo possível sobre seu nível de conhecimento. No entanto, é assumido que você possui conhecimentos gerais sobre como o hardware de seu computador funciona. Usuários experientes podem encontrar referências interessantes neste documento, incluindo o mínimo de espaço ocupado pela instalação, detalhes sobre o hardwares suportado pelo sistema de instalação Debian e muito mais. Nós encorajamos usuários experientes a ler o restante deste documento. Em geral, este manual é organizado de forma linear, seguindo seus passos através do processo de instalação do início ao fim. Aqui estão os passos sobre a instalação do Debian GNU/Linux e as seções deste documento as quais se relacionam com cada passo: 1. Determine se seu hardware atende aos requerimentos necessários para usar o sistema de instalação em Requerimentos do Sistema, Capítulo 2, `Requerimentos do Sistema'. 2. Faça uma cópia de segurança (backup) do seu sistema, execute qualquer configuração de planejamento antes de instalar o Debian, em Antes de Você Iniciar, em Capítulo 3, `Antes de Instalar Debian GNU/Linux'. Caso você esteja preparando um sistema de inicialização múltipla (multi-boot), você precisa criar espaço particionável em seu disco rígido para que o Debian o utilize. 3. Em métodos de instalação, Capítulo 4, `Obtendo a Mídia de Instalação do Sistema', você obterá os arquivos de instalação necessários para seu método de instalação. 4. Capítulo 5, `Iniciando o sistema de instalação' descreve a inicialização no sistema de instalação. Este capítulo também discute procedimentos de como agir quando ocorre um problema caso você tenha problemas neste passo. 5. A configuração das partições Linux para seu sistema Debian é explicada em Particionamento , Capítulo 6, `Particionamento para a Debian'. 6. A instalação do kernel e a configuração dos módulos dos controladores de periféricos é explicada em Instalando o Sistema, Capítulo 7, `Instalando o Kernel e o Sistema Operacional Básico'. Configure sua conexão de rede para que os arquivos de instalação restantes possam ser obtidos diretamente do servidor Debian caso você não esteja instalando a partir do CD. 7. Inicie o download/instalação/configuração de um sistema funcional mínimo em Instalação do Sistema Básico, Secção 7.5, ```Instalar o Sistema Básico'''. 8. Inicie seu novo sistema básico instalado e passe por algumas tarefas de configuração adicionais em Configurações Iniciais, Capítulo 8, `Inicializando em seu novo sistema Debian'. 9. Instale software adicional em Instalação de Pacotes, Secção 8.11, `Instalação de Pacotes: Simples ou Avançada'. Use o _tasksel_ para instalar grupos de pacotes que formam uma `tarefa' de computador, ou o `dselect' para selecionar pacotes individuais a partir de uma longa lista ou o `apt-get' para instalar pacotes individuais quando você já conhece os nomes dos pacotes que você quer. Uma vez que você tenha seu sistema instalado você pode ler as informações sobre Pós Instalação, Capítulo 9, `Próximos passos e para onde ir a partir daqui'. Este capítulo explica onde procurar por maiores informações sobre Unix e Debian e como substituir seu kernel. Se você quer construir seu próprio sistema de instalação a partir dos fontes, certifique-se de ler as Informações Técnicas sobre os Disquetes de Instalação, Capítulo 10, `Informações técnica sobre os disquetes de inicialização'. Finalmente, informações sobre esse documento e como contribuir com o mesmo podem ser encontradas em Capítulo 12, `Administrivia'. 1.8. Este documento possui problemas conhecidos ----------------------------------------------- Este documento está ainda em sua forma inicial. é conhecido que ele é incompleto e provavelmente também contém erros, problemas gramáticais e muito mais. Se você vir palavras ``FIXME'' ou ``TODO'', você pode estar certo que esta seção está incompleta. Tenha cuidado. Qualquer ajuda, sugestão, e especialmente patches, serão muito apreciados. Versões em desenvolvimento deste documento podem ser encontradas em http://www.debian.org/releases/woody/alpha/install. Neste local você encontrará uma lista de todas as diferentes arquiteturas e idiomas para os quais este documento está disponível. Os fontes estão disponíveis publicamente; procure por maiores informações sobre como contribuir em Capítulo 12, `Administrivia'. Nós aceitamos sugestões, comentários, patches e relatórios de bugs (reporte o bug no pacote `boot-floppies', mas primeiro cheque para verificar se o problema já está reportado). 1.9. Sobre Copyright e Licenças de Software ------------------------------------------- Estamos certos de que você leu algumas das licenças que acompanham a maioria dos softwares comerciais --- elas normalmente dizem que você pode somente usar uma cópia do software em um único computador. A licença do sistema Debian GNU/Linux não é completamente como essas licenças. Nós o encorajamos a colocar uma cópia do Debian GNU/Linux em cada computador em sua escola ou local de trabalho. Empreste sua mídia de instalação para seus amigos e ajude-os a instalá-la em seus computadores! Você pode até mesmo fazer milhares de cópias e _vendê-las_ --- embora com algumas restrições. Sua liberdade de instalar e usar o sistema vem diretamente do motivo do Debian ser baseado em _software livre_. Chamar o software de ``livre'' não significa que o software não tenha copyright e não significa que os CDs contendo o software devam ser distribuídos sem custo. Software livre, em parte, significa que as licenças dos programas individuais não requerem que você pague pelo privilégio de distribuir ou usar estes programas. Software livre também significa que não somente qualquer um pode estender, adaptar e modificar o software, mas que os resultados de seu trabalho devem ser distribuídos da mesma forma.[1] Muitos dos programas no sistema são licenciados sob os termos da _Licença Pública Geral_ _GNU_, freqüentemente conhecida como ``a GPL''. A GPL requer que você faça com que o _código fonte_ dos programas esteja disponível sempre que você distribuir uma cópia binária do programa; esta condição da licença garante que qualquer usuário será capaz de modificar o software. Devido a esta condição, o código fonte para todos os programas está disponível no sistema Debian.[2] Existem diversas outras formas de copyright e licenças de software usadas em programas no Debian. Você pode encontrar os copyrights e as licenças para cada pacote instalado em seu sistema verificando o arquivo `/usr/share/doc//copyright' uma vez que você possua um pacote instalado em seu sistema. Para maiores informações sobre licenças e como o Debian determina se um software é livre o bastante para ser incluído na distribuição principal, veja as As linhas Guias Debian para o Software Livre (http://www.debian.org/social_contract#guidelines). O aviso legal mais importante é que este software é distribuído sem _nenhuma garantia_. Os programadores que criaram este software o fizeram para o benefício da comunidade. Nenhuma garantia é dada sobre a adequação deste software para qualquer dado propósito. Porém, uma vez que o software é livre, você têm a possibilidade de modificar este software para que o mesmo se adeque às suas necessidades --- e aproveitar os benefícios das mudanças feitas por outros que estenderam o software desta forma. [1] Note que o projeto Debian, como uma forma de concessão pragmática para seus usuários, disponibiliza alguns pacotes que não cumprem nossos critérios de serem livres. Esses pacotes não são, porém, parte da distribuição oficial e estão disponíveis somente a partir das áreas `contrib' e `non-free' dos espelhos Debian ou em CD-ROMs de terceiros; veja o Debian FAQ (http://www.debian.org/doc/FAQ/) na seção ``Os repositórios FTP Debian'' para maiores informações sobre o layout e conteúdo dos repositórios. [2] Para informações sobre como localizar, desempacotar e construir binários a partir dos pacotes fontes, veja a Debian FAQ (http://www.debian.org/doc/FAQ/), seção ``Fundamentos do Sistema de Gerenciamento de Pacotes Debian''. ------------------------------------------------------------------------------- 2. Requerimentos do Sistema --------------------------- Esta seção contém informações sobre qual hardware você precisa para iniciar no Debian. Você também encontrará links para informações avançadas sobre hardwares suportados pela GNU e pelo Linux. 2.1. Hardware suportado ----------------------- A Debian não impõe requerimentos de hardware além dos requerimentos do kernel Linux e do conjunto de ferramentas GNU. Dessa forma, qualquer arquitetura ou plataforma para os quais o kernel Linux, libc, `gcc', etc, foram portados, e para a qual exista um porte Debian, pode executar o Debian. Por favor consulte as páginas de Portes em http://www.debian.org/ports/alpha/ para maiores detalhes sobre sistemas de arquitetura alpha que foram testados com a Debian. Ao invés de tentar descrever todas as configurações de hardware diferentes suportadas pela arquitetura Alpha, esta seção contém informação geral e indicação de onde informação adicional pode ser encontrada. 2.1.1. Arquiteturas Suportadas ------------------------------ O Debian 3.0 suporta onze arquiteturas maiores e diversas variações de cada arquitetura conhecidas como 'tipos'. Arquitetura | Designação Debian / Sabor ---------------------+---------------------------- Intel x-86-based | i386 | - vanilla | - idepci | - compact | - bf2.4 (experimental) | Motorola 680x0: | m68k - Atari | - atari - Amiga | - amiga - 68k Macintosh | - mac - VME | - bvme6000 | - mvme147 | - mvme16x | DEC Alpha | alpha | - generic | - jensen | - nautilus | Sun SPARC | sparc | - sparc32 | - sparc64 | ARM e StrongARM | arm | - netwinder | - riscpc | - shark | - lart | IBM/Motorola PowerPC | powerpc - CHRP | - chrp -PowerMac | - powermac, new-powermac -PReP | - prep - APUS | - apus | HP PA-RISC | hppa - PA-RISC 1.1 | - 32 - PA-RISC 2.0 | - 64 | Intel ia64-base | ia64 | MIPS (big endian) | mips - SGI Indy/I2 | - r4k-ip22 | MIPS (little endian) | mipsel - DEC Decstation | - r4k-kn04 | - r3k-kn02 | IBM S/390 | s390 | - tape | - vmrdr | ---------------------+---------------------------- Este documento abrange a instalação para a arquitetura _alpha_. Se você está procurando por informações para quaisquer outras das plataformas suportadas pelo Debian consulte as páginas Portes Debian (http://www.debian.org/ports/). 2.1.2. CPU, Placas Mãe e Suporte a Vídeo ---------------------------------------- Informação completa sobre DEC Alphas suportadas pode ser encontrada em Linux Alpha HOWTO (http://www.tldp.org/HOWTO/Alpha-HOWTO.html). O propósito desta seção é descrever os sistemas suportados pelos discos de inicialização. Máquinas Alpha são subdivididas em diferentes tipos de sistemas devido a existir diversas gerações de placas-mãe e chipsets suportados. Sistemas diferentes (``sub-arquiteturas'') geralmente possuem diferenças radicais de engenharia e capacidades. Assim, o processo de instalar e, mais precisamente, inicialização, pode variar de sistema para sistema. A seguinte tabela lista os tipos de sistemas suportados pelo sistema de instalação Debian. A tabela também indica o _nome de código_ para esses tipos de sistema. Você precisará conhecer este código quando você iniciar o processo de instalação: Tipo de Hardware Apelidos Imagem MILO ================ ======== =========== ALCOR AlphaStation 500 5/266.300 Maverick alcor AlphaStation 500 5/333...500 Bret alcor AlphaStation 600/266...300 Alcor alcor AlphaStation 600/300...433 XLT xlt BOOK1 AlphaBook1 (laptop) Alphabook1/Burns book1 AVANTI AlphaStation 200 4/100...166 Mustang avanti AlphaStation 200 4/233 Mustang+ avanti AlphaStation 205 4/133...333 LX3 avanti AlphaStation 250 4/300 M3+ avanti AlphaStation 255 4/133...333 LX3+ avanti AlphaStation 300 4/266 Melmac avanti AlphaStation 400 4/166 Chinet avanti AlphaStation 400 4/233...300 Avanti avanti EB164 AlphaPC164 PC164 pc164 AlphaPC164-LX LX164 lx164 AlphaPC164-SX SX164 sx164 EB164 EB164 eb164 EB64+ AlphaPC64 Cabriolet cabriolet AlphaPCI64 Cabriolet cabriolet EB64+ EB64+ eb64p EB66 EB66 EB66 eb66 EB66+ EB66+ eb66p JENSEN DEC 2000 Model 300(S) Jensen N/A DEC 2000 Model 500 Culzen N/A DECpc 150 Jensen N/A MIATA Personal WorkStation 433a Miata miata Personal WorkStation 433au Miata miata Personal WorkStation 466au Miata miata Personal WorkStation 500a Miata miata Personal WorkStation 500au Miata miata Personal WorkStation 550au Miata miata Personal WorkStation 600a Miata miata Personal WorkStation 600au Miata miata MIKASA AlphaServer 1000 4/200 Mikasa mikasa AlphaServer 1000 4/233..266 Mikasa+ mikasa AlphaServer 1000 5/300 Mikasa-Pinnacle mikasa AlphaServer 1000 5/300 Mikasa-Primo mikasa NAUTILUS UP1000 Nautilus N/A UP1100 Galaxy-Train/Nautilus Jr. N/A NONAME AXPpci33 Noname noname UDB Multia noname NORITAKE AlphaServer 1000A 4/233...266 Noritake N/A AlphaServer 1000A 5/300 Noritake-Pinnacle N/A AlphaServer 1000A 5/333...500 Noritake-Primo N/A AlphaServer 800 5/333...500 Corelle N/A AlphaStation 600 A Alcor-Primo N/A Digital Server 3300 Corelle N/A Digital Server 3300R Corelle N/A PLATFORM 2000 P2K P2K p2k RAWHIDE AlphaServer 1200 5/xxx Tincup/DaVinci N/A AlphaServer 4000 5/xxx Wrangler/Durango N/A AlphaServer 4100 5/xxx Dodge N/A Digital Server 5300 Tincup/DaVinci N/A Digital Server 7300 Dodge N/A RUFFIAN DeskStation AlphaPC164-UX Ruffian ruffian DeskStation RPL164-2 Ruffian ruffian DeskStation RPL164-4 Ruffian ruffian DeskStation RPX164-2 Ruffian ruffian DeskStation RPX164-4 Ruffian ruffian Samsung AlphaPC164-BX Ruffian ruffian SABLE AlphaServer 2000 4/xxx Demi-Sable N/A AlphaServer 2000 5/xxx Demi-Gamma-Sable N/A AlphaServer 2100 4/xxx Sable N/A AlphaServer 2100 5/xxx Gamma-Sable N/A TAKARA 21164 PICMG SBC Takara takara TITAN AlphaServer ES45 Privateer N/A UNKNOWN Yukon N/A TSUNAMI AlphaServer DS10 Webbrick N/A AlphaServer DS20 Catamaran/Goldrush N/A AlphaServer DS20E Goldrack N/A AlphaServer ES40 Clipper N/A DP264 DP264 N/A SMARTengine 21264 PCI/ISA SBC Eiger N/A UNKNOWN Warhol N/A UNKNOWN Windjammer N/A UP2000 Swordfish N/A XP1000 Monet/Brisbane N/A XP900 Webbrick N/A WILDFIRE AlphaServer GS160 Wildfire N/A AlphaServer GS320 Wildfire N/A XL XL-233...266 XL xl 2.1.2.1. Placa Gráfica ---------------------- O suporte do Debian para interfaces gráficas é determinado pelo suporte fundamental encontrado no sistema X11 XFree86. Os slots de vídeo AGP mais novos são atualmente uma modificação na especificação PCI, e a maioria das placas de vídeo AGP funcionam sob o XFree86. Detalhes sobre barramentos gráficos suportados, placas, monitores e dispositivos de apontamento podem ser encontrados e http://www.xfree86.org/. O Debian 3.0 é distribuído com o X11 revisão 4.1.0. 2.1.3. Múltiplos Processadores ------------------------------ Suporte para múltiplos processadores --- também conhecido como ``multi-processamento simétrico'' ou SMP --- é suportado para esta arquitetura. Porém, a imagem de kernel padrão do Debian 3.0 não suporta SMP. Isto não deverá impedir a instalação, uma vez que o kernel padrão não-SMP deverá iniciar em sistemas SMP; o kernel simplesmente irá usar a primeira CPU. Para poder obter vantagem dos múltiplos processadores você terá que substituir o kernel Debian padrão. Você pode encontrar uma discussão sobre como fazer isso em Secção 9.5, `Compilando um novo Kernel'. No momento (versão do kernel 2.2.22) a maneira de habilitar SMP é selecionar ``multi-processamento simétrico'' na seção ``Geral'' da configuração do kernel. 2.2. Mídia de Instalação ------------------------ Em muitos casos, você terá que fazer sua primeira inicialização a partir de disquetes, usando o disquete de recuperação. Geralmente, tudo o que você precisará é usar um disquete de alta-densidade (1440 kilobytes) em um drive de 3.5 polegadas. Instalação baseada em CD-ROM é suportada para algumas arquiteturas. Em máquinas que suportam CD-ROM inicializáveis, você deverá ser capaz de fazer uma instalação completamente sem disquetes . Mesmo caso seu sistema não suporte inicialização por CD-ROM você pode usar o CD-ROM em conjunto com outras técnicas para instalar seu sistema, uma vez que você tenha iniciado por outros meios, veja Secção 5.4, `Inicializando através de um CD-ROM'. Iniciar o sistema de instalação a partir de um disco rígido é outra opção para muitas arquiteturas. Você pode também _iniciar_ seu sistema através da rede. Instalações diskless (sem disco) usando inicialização via rede a partir de uma rede local e a montagem via NFS de todos os sistemas de arquivo locais é outra opção --- você provavelmente precisará de pelo menos 16MB de RAM para uma instalação diskless. Depois que o kernel do sistema operacional é instalado, você pode instalar o restante de seu sistema através de qualquer tipo de conexão de rede (incluindo PPP depois da instalação do sistema básico), via FTP, HTTP ou NFS. 2.2.1. Sistemas de Armazenamento Suportados ------------------------------------------- Os discos de inicialização do Debian contém um kernel que é construído para maximizar o número de sistemas nos quais ele pode ser executado. Infelizmente, isto faz com que ele seja um kernel grande, que inclui muitos controladores que não serão usados para sua máquina (veja Secção 9.5, `Compilando um novo Kernel' para aprender como construir seu próprio kernel). Suporte para a maioria dos dispositivos é desejável geralmente, para assegurar que o Debian possa ser instalado na maior quantidade possível de hardware. Qualquer dispositivo de armazenamento suportado pelo kernel Linux é também suportado pelo sistema de inicialização. Os seguintes drives SCSI são suportados no kernel padrão: * Qlogic ISP * NCR and Symbios 53c8xx * Adaptec AIC7xxx Discos IDE também são suportados. Note, porém, que em muitos sistemas o console SRM não é capaz de iniciar a partir de drives IDE e o Jensen não é capaz de iniciar a partir de disquetes. (veja http://www.linuxalpha.org/faq/FAQ-9.html para maiores informações sobre inicializar o Jensen) 2.3. Requerimentos de Memória e Espaço em Disco ----------------------------------------------- Você deve ter pelo menos 16MB de memória e 110MB de espaço em disco rígido. Para um sistema mínimo baseado em console (todos os pacotes standard), 250MB é requerido. Se você quer instalar uma quantidade razoável de software, incluindo o Sistema de Janelas X, e alguns programas de desenvolvimento e bibliotecas, você precisará de pelo menos 400MB. Para uma instalação mais ou menos completa, você precisará de pelo menos 800MB. Para instalar _tudo_ disponível no Debian, você precisará provavelmente de aproximadamente 2GB. Atualmente, instalar tudo nem mesmo faz algum sentido, uma vez que alguns pacotes conflitam com outros. 2.4. Hardware para Conectividade de Rede ---------------------------------------- Qualquer placa de rede (NIC) suportada pelo kernel Linux deverá também ser suportada pelos disquetes de inicialização. O suporte para os DECChip ethernet embutidos (Tulip) em alguns modelos Alpha estão compilados diretamente no kernel. Para outras placas, você precisará carregar seu controlador de rede como um módulo. 2.5. Periféricos e Outros Hardwares ----------------------------------- O Linux suporta uma grande variedade de dispositivos de hardware como mouses, impressoras, scanners, dispositivos PCMCIA e USB. Porém, a maioria destes dispositivos não são requeridos durante a instalação. Esta seção contém informação sobre periféricos especificamente _não_ suportados pelo sistema de instalação, mesmo sendo suportados pelo Linux. 2.6. Obtendo Hardware específico para GNU/Linux ----------------------------------------------- Existem diversos vendedores que vendem sistemas com Debian ou outras distribuições do GNU/Linux pré-instalados. Você pode pagar mais para ter este privilégio, mas compra um nível de paz mental, uma vez que você pode ter certeza que seu hardware é bem suportado pelo GNU/Linux. Se não estiver comprando um computador com Linux instalado ou até mesmo um computador usado, é importante verificar se os hardwares existentes são suportados pelo kernel Linux. Verifique se seu hardware está listado nas referências encontradas acima. Avise seu vendedor (caso exista um) que está comprando para um sistema Linux. Apoie vendedores de hardwares amigos do Linux. 2.6.1. Evite hardware proprietário ou fechado --------------------------------------------- Alguns fabricantes de hardware simplesmente não nos dizem como escrever drivers para seu hardware. Outros não nos permitem acesso a documentação sem um acordo de não revelação que iria nos prevenir de lançar o código fonte para Linux. Uma vez que não tivemos acesso a documentação destes dispositivos, eles simplesmente não funcionarão sob o Linux. Você pode ajudar pedindo aos fabricantes deste hardware que liberem a documentação. Se muitas pessoas pedirem eles vão notar que a comunidade do software livre é um mercado importante. ------------------------------------------------------------------------------- 3. Antes de Instalar Debian GNU/Linux ------------------------------------- 3.1. Visualização do Processo de Instalação ------------------------------------------- Aqui está um mapa dos passos que você tomará durante o processo de instalação. 1. Criar espaço particionável para o Debian em seu disco rígido 2. Localizar e/ou baixar os arquivos do kernel e drivers (exceto usuários de CD Debian) 3. Configurar disquetes de inicialização ou colocar os arquivos de inicialização (exceto muitos usuários de CD Debian, que podem inicializar a partir de um dos CDs) 4. Inicializar o sistema de instalação 5. Configurar o teclado 6. Criar e montar partições Debian 7. Apontar o instalador para a localização do kernel e drivers 8. Selecionar quais drivers de periféricos carregar 9. Configurar a interface de rede 10. Iniciar download/instalação/configuração automáticos do sistema básico 11. Configurar a inicialização Linux ou multi-sistema 12. Iniciar no novo sistema instalado e realizar algumas configurações finais 13. Instalar tarefas e pacotes adicionais, ao seu critério 3.2. Faça Cópia de Segurança de seus Dados Existentes! ------------------------------------------------------ Antes de iniciar a instalação, faça a cópia de segurança de todos os arquivos de seu sistema. Se esta é a primeira vez que é instalado um sistema operacional não-nativo em seu computador, isso é um pouco parecido com o que precisará para reparticionar seu disco para abrir espaço para o Debian GNU/Linux. Sempre que você particionar seu disco, deve contar com a possibilidade de perder tudo no disco, independente de qual programa você usar para isso. Os programas usados na instalação são completamente confiáveis e muitos têm diversos anos de uso; ainda assim, um movimento falso pode ter seu custo. Até mesmo depois de fazer as cópias de segurança, tenha cuidado e pense sobre suas respostas e ações. Dois minutos de pensamento podem salvar horas de um trabalho desnecessário. Se estiver instalando em um sistema com multi-inicialização, tenha certeza que possui os discos da distribuição ou de qualquer outro sistema operacional presente. Especialmente se você reparticionar sua unidade de boot, você pode achar que precisa reinstalar o boot loader de seu sistema operacional, ou em muitos casos todo o próprio sistema operacional e todos os arquivos nas partições afetadas. 3.3. Informação de que você precisará ------------------------------------- 3.3.1. Documentação ------------------- 3.3.1.1. Manual de Instalação ----------------------------- Este arquivo que você está lendo agora, em formato ASCII plano, HTML ou PDF. * install.pt.txt * install.pt.html * install.pt.pdf 3.3.1.2. Dselect para Iniciantes -------------------------------- Tutorial para o uso do programa `dselect'. Este é um dos meios de instalação de pacotes adicionais em seu sistema depois que a instalação do sistema básico estiver completa. * dselect-beginner 3.3.1.3. Páginas de manual de programas de particionamento ---------------------------------------------------------- Páginas de manual para o software de particionamento usado durante o processo de instalação. * fdisk.txt * cfdisk.txt 3.3.1.4. MD5 checksums ---------------------- Lista dos checksums MD5 para os arquivos binários. Se você tiver o programa `md5sum', pode certificar-se de que seus arquivos não estão corrompidos executando `md5sum -v -c md5sum.txt'. * .../current/md5sum.txt (http://http.us.debian.org/debian/dists/woody/main/disks-alpha/current/md5sum.txt) 3.3.2. Encontrando fontes de informação sobre hardware ------------------------------------------------------ Informação sobre hardware pode ser obtida de : * Os manuais que acompanham cada componente de hardware. * As telas de configuração da BIOS de seu computador. Você pode visualizar estas telas quando seu computador inicia pressionando uma combinação de teclas. Confira seu manual para a combinação. Geralmente, é a tecla Del. * As embalagens e caixas para cada componente de hardware. * Comandos do sistema ou ferramentas em outro sistema operacional, incluindo visões do gerenciador de arquivos. Esta fonte é especialmente útil para informação sobre memória RAM e espaço em disco rígido. * O Administrador de seu sistema ou o Provedor de Serviços Internet. Estas fontes podem lhe dizer as configurações de que você precisa para configurar sua rede e e-mail. Informação de Hardware Necessária para uma Instalação +-------------------------------------------------------------------+ |Hardware| Informação que você pode precisar | |--------+----------------------------------------------------------| | | * Quantos você possui. | | | * A ordem dos mesmos no sistema. | |Discos | * Se são IDE ou SCSI (a maioria é IDE). | |Rígidos | * Espaço livre disponível. | | | * Partições. | | | * Partições onde outros sistema operacionais estão | | | instalados. | |--------+----------------------------------------------------------| | | * Modelo e fabricante. | | | * Resoluções suportadas. | |Monitor | * Taxa de atualização horizontal. | | | * Taxa de atualização vertical. | | | * Profundidade (número) de cores suportada. | | | * Tamanho da tela. | |--------+----------------------------------------------------------| | | * Tipo: serial, PS ou USB. | |Mouse | * Porta. | | | * Fabricante. | | | * Número de botões. | |--------+----------------------------------------------------------| |Rede | * Modelo e fabricante. | | | * Tipo de adaptador. | |--------+----------------------------------------------------------| |Impres- | * Modelo e fabricante. | |sora | * Resoluções de impressão suportadas. | |--------+----------------------------------------------------------| | | * Modelo e fabricante. | |Placa | * Memória de vídeo disponível. | |de Vídeo| * Resoluções e profundidades de cores suportadas (estas | | | devem ser checadas com as capacidades de seu monitor).| +-------------------------------------------------------------------+ 3.3.3. Compatibilidade de Hardware ---------------------------------- Muitos produtos novos funcionam sem problemas sob o Linux. Além disso, o hardware para Linux está melhorando diariamente. Porém, o Linux continua não podendo ser executado em tantos tipos de hardware diferentes quanto outros sistemas operacionais. Você pode checar a compatibilidade de hardware das seguintes maneiras : * Consultando o web site do fabricante a procura de novos controladores. * Procurando em web site por manuais ou informação sobre emulação. Marcas menos conhecidas podem algumas vezes usar os controladores ou configurações de marcas mais conhecidas. * Checar a lista de compatibilidade de hardware para Linux em web sites dedicados a sua arquitetura. * Procurar na Internet por experiências de outros usuários. 3.3.4. Configurações de Rede ---------------------------- Se seu computador estiver conectado em uma rede 24 horas por dia (i.e., uma conexão Ethernet ou equivalente --- não uma conexão PPP), você deve perguntar ao seu administrador da rede por estes detalhes. * Nome do HOST (você mesmo pode decidir isto) * Nome de domínio * O endereço IP de seu computador * Endereço IP de sua rede * A máscara de rede usada em sua rede * O endereço broadcast para usar em sua rede * O endereço IP do sistema gateway que você deverá rotear, se sua rede _possuir_ um gateway. * O computador em sua rede que será usado como Servidor DNS (Serviço de nomes de domínio). * Se está conectado em sua rede utilizando Ethernet. Se seu computador está conectado a rede somente utilizando uma conexão serial, através de PPP ou conexão dial-up equivalente, você provavelmente não instalará o sistema básico pela rede. Para instalar o sistema nesse caso, você precisa usar um CD, pré-carregar os pacotes base em uma partição de disco rígido existente, ou preparar disquetes contendo os pacotes base. Veja Secção 8.9, `Configurando o PPP' para informações de como configurar o PPP sob o Debian assim que o sistema estiver instalado. 3.4. Planejando o Uso do Sistema -------------------------------- É importante decidir que tipo de máquina você está criando. Isso determinará os requisitos de espaço em disco para seu sistema Debian. 3.5. Atendendo aos Requerimentos Mínimos de Hardware ---------------------------------------------------- Uma vez que você tenha obtido a informação sobre o hardware de seu computador, certifique-se de que seu hardware lhe permitirá fazer o tipo de instalação que você quer fazer. Dependendo de suas necessidades, você poderá ter sucesso com menos do que o hardware recomendado listado na tabela abaixo. Porém, a maioria dos usuários se arriscarão a ficarem frustrados caso ignorem estas sugestões. Requerimentos Mínimos de Sistema Recomendados +-------------------------------------------------+ |Tipo de Instalação| Memória RAM | Disco Rígido | |------------+--------------+---------------------| |Sem desktop | 16 megabytes | 450 megabytes| |------------+--------------+---------------------| |Com Desktop | 64 megabytes | 1 gigabyte | |------------+--------------+---------------------| |Servidor | 128 megabytes | 4 gigabytes | +-------------------------------------------------+ Aqui está uma amostra de algumas configurações comuns de sistemas Debian. Você pode também ter uma idéia do espaço em disco utilizado por grupos relacionados de programas consultando a Secção 11.4, `Espaço em disco requerido para as tarefas'. Standard Server (Servidor Padrão) Esta é a configuração de um pequeno servidor, útil para um servidor enxuto que não tem muitas sutilezas para usuários shell. Inclui um servidor FTP, um servidor web, DNS, NIS, e POP. Para esses, 50MB de espaço em disco seriam suficientes, e então você precisaria adicionar espaço para qualquer dado que você queira servir. Dial-up Um desktop padrão, incluindo sistema X window, aplicações gráficas, som, editores, etc. O tamanho dos pacotes será em torno de 500MB. Work Console (Console de trabalho) Uma máquina de usuário mais enxuta, sem sistema X window ou aplicações X. Possivelmente adequada para um laptop ou computador móvel. O tamanho é em torno de 140MB. Developer (Desenvolvedor) Uma configuração desktop com todos os pacotes de desenvolvimento, como Perl, C, C++, etc. Ocupa em torno de 475MB. Considerando que você está adicionando X11 e alguns pacotes para outros usos, você deve planejar em torno de 800MB para este tipo de máquina. Lembre-se de que esses tamanhos não incluem todos os outros materiais que geralmente são encontrados, como arquivos de usuários, mensagens, e dados. É sempre melhor ser generoso quando considerando o espaço para seus próprios arquivos e dados. Notavelmente, a partição Debian `/var' contém muitas informações de estado. Os arquivos do `dpkg' (com informações sobre todos os pacotes instalados) podem facilmente consumir 20MB; com logs e o resto, você pode geralmente disponibilizar pelo menos 50MB para `/var'. 3.6. Pré-Particionando para Sistemas Multi-Inicialização -------------------------------------------------------- Particionar seu disco simplesmente refere-se ao ato de dividir seu disco em seções. Cada seção é independente das outras. É algo equivalente a erguer paredes em uma casa; se você adiciona mobília em um quarto não afeta os outros. Se você já tem um sistema operacional em seu sistema (Tru64 (Digital UNIX), OpenVMS, Windows NT, FreeBSD, ...) e quer colocar Linux no mesmo disco, precisará reparticionar o disco. O Debian requer suas próprias partições de disco rígido. Ele não pode ser instalado em partições Windows ou MacOS. Ele pode ser capaz de compartilhar algumas partições com outros sistemas Linux, mas isso não está coberto aqui. No mínimo, você precisará de uma partição dedicada para a raiz Debian. Você pode encontrar informações sobre sua configuração atual de partições usando uma ferramenta de particionamento para o seu sistema operacional atual Ferramentas de particionamento sempre oferecem uma maneira de exibir partições sem fazer mudanças. Geralmente, alterar uma partição com um sistema de arquivos já instalado nela destruirá qualquer informação lá existente. Entretanto, pode-se sempre fazer cópias de segurança antes de qualquer reparticionamento. Usando a analogia da casa, você provavelmente tiraria toda a mobília do caminho antes de mover uma parede sob o risco de destruí-la. Se seu computador possui mais que um disco rígido, você pode querer dedicar um dos discos rígidos completamente ao Debian. Se assim for, você não precisa particionar aquele disco antes de inicializar a instalação do sistema; o programa de particionamento incluso do instalador pode fazer o trabalho facilmente. Se sua máquina possui apenas um disco rígido, e você gostaria de substituir o sistema operacional atual completamente com Debian GNU/Linux, também pode esperar pela partição como parte do processo de instalação (Capítulo 6, `Particionamento para a Debian'), depois de ter inicializado o sistema de instalação. Entretanto isso apenas funciona se você planeja inicializar o instalador a partir de disquetes, CD-ROM ou arquivos de uma máquina conectada. Considere: se você inicializar a partir de arquivos colocados em seu disco rígido, e então particionar o mesmo disco rígido dentro do sistema de instalação, apagando os arquivos de inicialização, seria melhor que esperasse que a instalação fosse bem sucedida na primeira vez. Pelo menos nesse caso, você deve ter alguns meios alternativos de reiniciar sua máquina como os disquetes ou CD's de instalação do sistema original. Se sua máquina já tem múltiplas partições e pode ser provido espaço suficiente apagando ou substituindo uma ou mais delas, então você também pode esperar e usar o programa de particionamento do instalador do Debian. Você deve ainda ler o material abaixo, porque podem haver circunstâncias especiais como a ordem das partições existentes dentro do mapa de partição, que o força a particionar antes de instalar de qualquer forma. Em todos os outros casos, você precisará particionar seu disco rígido antes de iniciar a instalação para criar espaço particionável para Debian. Se algumas das partições serão de outro sistema operacional, você deve criá-las usando programas de particionamento nativos daquele sistema operacional. Nós recomendamos que você _não_ tente criar partições Linux para o Debian usando ferramentas de outro sistema operacional. Ao invés disso, deve apenas criar as partições nativas daquele sistema operacional que você planeja manter. Caso você esteja instalando mais de um sistema operacional na mesma máquina, você deverá instalar todos os outros sistemas antes de prosseguir com a instalação Linux. A instalação do Windows e de outros sistemas operacionais pode acabar com sua opção de iniciar o Linux ou encorajá-lo a reformatar partições não-nativas. Você pode se recuperar destas ações ou evitá-las, mas instalar o sistema operacional nativo antes irá lhe livrar de problemas. Se você atualmente possui um disco rígido com uma partição (uma configuração comum para computadores desktop), e quer multi-inicialização entre o sistema operacional nativo e Debian, você precisará: 1. Fazer cópia de segurança de tudo no computador. 2. Inicializar a partir da mídia do instalador do sistema operacional nativo como CD-ROM ou disquetes. 3. Usar as ferramentas de particionamento nativas para criar partição(ões) de sistema. Deixe uma partição temporária ou um espaço livre para o Debian GNU/Linux. 4. Instalar o sistema operacional nativo em sua nova partição. 5. Reiniciar no sistema operacional nativo e verificar se tudo está bem e baixar os arquivos do instalador do Debian. 6. Iniciar o instalador Debian para continuar com a instalação Debian. 3.6.1. Particionando no UNIX Tru64 ---------------------------------- O UNIX Tru64, formalmente conhecido como Digital UNIX, que é formalmente conhecido com OSF/1, usa o esquema de particionamento parecido com o BSD `disk label', que permite até oito partições por unidade de disco. As partições são numeradas de `1' a `8' no Linux e marcada com as letras de `a' a `h' no UNIX. Os kernels Linux 2.2 e superiores semprem fazem a correspondência de `1' a `a', `2' a `b' e assim por diante. Por exemplo, o `rz0e' no UNIX Tru64 provavelmente deve ser chamado `sda5' no Linux. As partições no volume de disco podem se sobrepor. Além disso, a partição `c' é necessária para medir todo o disco (assim sobrepondo todas as outras partições que contêm dados). Sob o Linux isto faz `sda3' idêntico a `sda' (`sdb3' a `sdb' se presente e assim por diante). Separadamente de satisfazer este requisito, você deve cuidadosamente evitar de criar partições sobrepostas. Outro requisito convencional é para a partição `a' começar a partir do início do disco, assim ela sempre incluirá o setor de inicialização com o volume do disco. Se você deseja iniciar o Debian a partir daquele disco, precisa fazer seu tamanho igual a pelo menos 2MB para caber um boot e um kernel. Note que essas duas partições apenas são necessárias para compatibilidade; você não precisa colocar um sistema de arquivos nelas, ou destruirá seus dados. Se você não compartilhará o disco com o Unix Tru64 ou um dos três sistemas operacionais livres derivados de 4.4BSD-Lite (FreeBSD, OpenBSD ou NetBSD), pode ignorar esses requisitos e usar a ferramenta de particionamento dos discos de inicialização do Debian. Veja Secção 6.4, `Programas de Particionamento da Debian' para detalhes. Os discos podem ser particionados com a ferramenta gráfica de configuração de discos que é acessível através do gerenciador de aplicações ou com utilitário de linha de comando `disklabel'. O tipo de partição para o sistema de arquivos Linux deve ser ajustado para `resrvd8'. Isto somente pode ser feito via `disklabel'; no entanto, todas as outras configurações podem ser feitas facilmente com a ferramenta gráfica. É possível, e totalmente razoável, compartilhar uma partição swap entre UNIX e Linux. Neste caso será necessário rodar o `mkswap' naquela partição cada vez que o sistema for reiniciado do UNIX para Linux, pois o UNIX danificará a assinatura swap. Você pode rodar o comando `mkswap' através dos scripts de inicialização antes de adicionar o espaço swap através de `swapon -a'. Se desejar montar partições UNIX sob o Linux, note que o Digital UNIX pode usar dois tipos diferentes de sistemas de arquivos: UFS e AdvFS, dos quais o Linux só entende o primeiro. 3.6.2. Particionando no Windows NT ---------------------------------- O Windows NT usa a tabela de partição no estilo PC. Se estiver manipulando partições FAT ou NTFS existentes, é recomendado que você use as ferramentas nativas do Windows NT (ou, mais convenientemente, você também pode reparticionar seu disco através do menu de configuração AlphaBIOS). Caso contrário, não será realmente necessário reparticionar através do Windows; as ferramentas de reparticionamento do Linux geralmente farão um trabalho melhor. Note que quando você executa o NT, o Administrador de Discos pode lhe perguntar se deseja gravar uma ``assinatura'' nos discos não-Windows se tiver algum. _Nunca_ deixe-o fazer isso, pois esta assinatura destruirá as informações da partição. Se planejar inicializar o Linux através de um console ARC/AlphaBIOS/ARCSBIOS, você precisará de uma (pequena) partição FAT para o MILO. 5 Megabyte são suficientes. Se o Windows NT estiver instalado, sua partição de inicialização de 6MB pode ser usada para este propósito. 3.7. Instalando o Debian GNU/Linux a partir de um Sistema Unix/Linux -------------------------------------------------------------------- Esta seção explica como instalar o Debian GNU/Linux a partir de um sistema Unix ou Linux existente, sem utilizar o instalador em menus baseado em ncurses como é explicado em todo o restante deste manual. Este HOWTO de "cross-install" vem sendo requisitado por usuários migrando para o Debian GNU/Linux a partir de sistemas RedHat, Mandrake e SuSe. Esta seção assume que o leitor possui alguma familiaridade com comandos Unix e na navegação do sistema de arquivos. Nesta seção, `$' simboliza um comando a ser digitado no sistema atual do usuário, enquanto `#' se refere a um comando a ser digitado no ambiente chroot Debian. Uma vez que você tenha o novo sistema Debian configurado conforme sua preferência, você pode migrar seus dados de usuários existentes (caso existam) para o mesmo e continuar trabalhando. Esta é portanto uma instalação do Debian GNU/Linux com "zero downtime", ou seja, sua máquina não precisará ser desligada, reiniciada ou ficar fora do ar por tempo algum. É também uma maneira esperta de lidar com hardware que de outra forma não funcionaria amigavelmente com diversas mídias de inicialização ou de instalação. 3.7.1. Iniciando ---------------- Usando suas ferramentas de particionamento Unix atuais, reparticione seu disco rígido da maneira desejada, criando pelo menos um sistema de arquivos mais uma partição para memória virtual (swap). Você precisará de pelo menos 150MB de espaço disponível para ums instalação somente console, ou pelo menos 300MB caso você planeje instalar o X. Para criar sistemas de arquivos em suas partições. Por exemplo, para criar um sistema de arquivos ext3 na partição `/dev/hda6' (esta é nossas partição raiz de exemplo) : $ mke2fs -j /dev/hda6 Para criar um sistema de arquivos ext2 ao invés de um ext3, omita a opção `-j'. Inicialize e ative sua partição de memória virtual (substitua o número da partição pelo seu número de partição usado para sua partição de swap Debian): $ mkswap /dev/hda5 $ sync; sync; sync $ swapon /dev/hda5 Monte uma partição como `/mnt/debinst' (o ponto de instalação para ser o sistema de arquivos raiz (`/') em seu novo sistema). O nome do ponto de montagem é arbitrário, isso é referenciado posteriormente abaixo. $ mkdir /mnt/debinst $ mount /dev/hda6 /mnt/debinst 3.7.2. Instale o `debootstrap' ------------------------------ A ferramenta que o instalador Debian utiliza, a qual é reconhecida como a maneira oficial de instalar um sistema básico Debian, é o `debootstrap'. Ele utiliza o `wget', mas depende somente da `glibc'. Instale o `wget' caso o mesmo ainda não esteja instalado em seu sistema atual e então faça o download e instale o `deboostrap'. Caso você possua um sistema baseado em pacotes rpm, você pode utilizar a ferramenta alien para converter o pacote .deb em um pacote .rpm, ou fazer o download de uma versão em rpm em http://people.debian.org/~blade/install/debootstrap Ou você pode usar o seguinte procedimento para instalá-lo manualmente. Crie um diretório de trabalho para extrair o pacote .deb: $ mkdir work $ cd work O binário `debootstrap' está localizado no repositório Debian (certifique-se de selecionar o arquivo apropriado para sua arquitetura). Faça o downloado do pacote .deb do `debootstrap' de pool (http://ftp.debian.org/debian/pool/main/d/debootstrap/), copie o pacote para o diretório de trabalho e extraia os arquivo binários a partir do mesmo. Você precisar de privilégios de root para instalar os binários. $ ar -xf debootstrap_0.X.X_arch.deb $ cd / $ zcat < /full-path-to-work/work/data.tar.gz | tar xv 3.7.3. Execute o `debootstrap' (Conectado à rede) ------------------------------------------------- O `deboostrap' pode fazer o download dos arquivos necessários diretamente do repositório quando você o executa. Você pode substituir `http.us.debian.org' por qualquer espelho de repositório Debian no comando de exemplo abaixo, preferencialmente usando um espelho próxima a você em relação a rede. Os espelhos estão listados em http://www.debian.org/misc/README.mirrors. Caso você possua um CD do Debian GNU/Linux versão woody montado em /cdrom você usar uma URL apontando para um arquivo, como em `file:/cdrom/cddebian/', ao invés de um URL HTTP. Substitua o parâmetro ARCH no comando debootstrap abaixo por um dos seguintes valores de arquitetura possíveis : `alpha', `arm', `hppa', `i386', `ia64', `m68k', `mips', `mipsel', `powerpc', `s390' ou `sparc'. $ /usr/sbin/debootstrap --arch ARCH woody \ /mnt/debinst http://http.us.debian.org/debian 3.7.4. Execute o `debootstrap' (Usando `basedebs.tar') ------------------------------------------------------ O `debootstrap' pode usar o arquivo `basedebs.tar', caso você já tenha feito o download do mesmo. O arquivo `basedebs.tar' é gerado de tempos em tempos, portanto você poderá obter a última versão do sistema básico apontando o `debootstrap' diretamente para um repositório Debian como mostrado na seção anterior. O arquivo `basedebs.tar' pode ser encontrado no diretório `base-images-current' no repositório Debian para sua arquitetura, por exemplo : http://http.us.debian.org/debian/dists/woody/main/disks-i386/base-images-current/basedebs.tar Substitua o parâmetro ARCH no comando debootstrap abaixo por um dos seguintes valores de arquitetura possíveis : `alpha', `arm', `hppa', `i386', `ia64', `m68k', `mips', `mipsel', `powerpc', `s390' ou `sparc'. $ /usr/sbin/debootstrap --arch ARCH --unpack-tarball \ /path-to-downloaded/basedebs.tar woody /mnt/debinst 3.7.5. Configure o Sistema Básico --------------------------------- Agora você possui um sistema Debian real, apesar de mínimo, no disco. `Chroot' no sistema Debian usando o comando abaixo : $ chroot /mnt/debinst /bin/bash 3.7.5.1. Monte as Partições --------------------------- Você precisará criar o arquivo `/etc/fstab'. # editor /etc/fstab Aqui está um exemplo que você pode mofificar para suas necessidades : # /etc/fstab: static file system information. # # file system mount point type options dump pass /dev/XXX / ext2 defaults 0 0 /dev/XXX /boot ext2 ro,nosuid,nodev 0 2 /dev/XXX none swap sw 0 0 proc /proc proc defaults 0 0 /dev/fd0 /mnt/floppy auto noauto,rw,sync,user,exec 0 0 /dev/cdrom /mnt/cdrom iso9660 noauto,ro,user,exec 0 0 /dev/XXX /tmp ext2 rw,nosuid,nodev 0 2 /dev/XXX /var ext2 rw,nosuid,nodev 0 2 /dev/XXX /usr ext2 rw,nodev 0 2 /dev/XXX /home ext2 rw,nosuid,nodev 0 2 Use o comando `mount -a' para montar todos os sistemas de arquivos que você possui especificados em seu arquivo `/etc/fstab' ou monte os sistemas de arquivos individualmente usando : # mount /path # e.g.: mount /usr Você pode montar o sistema de arquivo proc diversas vezes e em locais arbitrários, porém é comum usar /proc. Caso você não tenha usado `mount -a', certifique-se de montar o proc antes de continuar usando o comando abaixo : # mount -t proc proc /proc 3.7.5.2. Configurar o Teclado ----------------------------- Para configurar seu teclado use : # dpkg-reconfigure console-data 3.7.5.3. Configure a Rede ------------------------- Para configurar a rede, edite os arquivos `/etc/network/interfaces', `/etc/resolv.conf' e `/etc/hostname'. # editor /etc/network/interfaces Aqui estão alguns exemplos simples obtidos de `/usr/share/doc/ifupdown/examples': ###################################################################### # /etc/network/interfaces -- configuration file for ifup(8), ifdown(8) # See the interfaces(5) manpage for information on what options are # available. ###################################################################### # Sempre queremos a interface loopback. # auto lo iface lo inet loopback # To use dhcp: # # auto eth0 # iface eth0 inet dhcp # Um exemplo de configuração de IP estático: (broadcast e gateway # são opcionais) # # auto eth0 # iface eth0 inet static # address 192.168.0.42 # network 192.168.0.0 # netmask 255.255.255.0 # broadcast 192.168.0.255 # gateway 192.168.0.1 Informe seu(s) servidor(es) de nomes e as diretivas de procura em `/etc/resolv.conf' : # editor /etc/resolv.conf Um exemplo de arquivo `/etc/resolv.conf' simples : # search hqdom.local\000 # nameserver 10.1.1.36 # nameserver 192.168.9.100 Informe o nome de máquina (host name) de seu sistema (de 2 até 63 caracteres) : # echo DebianHostName > /etc/hostname Caso você possua diversas placas de rede você deverá colocar os nomes dos módulos dos controladores das mesmas no arquivo `/etc/modules' na ordem desejada. Assim, durante a inicialização, cada placa será associada com o nome de interface (eth0, eth1, etc.) que você espera. 3.7.5.4. Configure Fuso Horário, Usuários e o APT ------------------------------------------------- Define seu fuso horário, adicione um usuário normal e escolha suas fontes para o `apt' executando o comando # /usr/sbin/base-config 3.7.5.5. Configurar os Locales ------------------------------ Para configurar suas definições de locale para que você possa utilizar um idioma diferente do Inglês, execute o comando : # dpkg-reconfigure locales NOTA: Antes de utilizar locales com conjuntos de caracteres diferentes de ACSII ou latin1, por favor consulte o HOWTO apropriado de localização. 3.7.6. Instale um kernel ------------------------ Caso você pretenda iniciar este sistema, você provavelmente quer um kernel Linux e um gerenciador de inicialização. Identifique kernels pré-empacotados disponíveis com o comando # apt-cache search kernel-image e então instale o pacote contendo o kernel de sua escolha usando o nome do pacote # apt-get install kernel-image-2.X.X-arch-etc 3.7.7. Configure o Gerenciador de Inicialização ----------------------------------------------- Para fazer com que seu sistema Debian GNU/Linux seja inicializável, configure seu gerenciador de inicialização para carregar o kernel instalado com sua nova partição raiz. 3.8. Configuração de Pré-Instalação do Sistema Operacional e do Hardware ------------------------------------------------------------------------ Esta seção o guiará através da configuração de hardware pré-instalação, se houver, que você precisará fazer antes de instalar o Debian. Geralmente, isso envolve verificação e possivelmente mudança de configurações de firmware de seu sistema. O ``firmware'' é o software central usado pelo hardware; é invocado criticamente durante o processo de inicialização (depois de ligar). Problemas de hardware conhecidos afetando o funcionamento do Debian GNU/Linux em seu novo sistema também são destacados. 3.8.1. Problemas de Hardware a Observar --------------------------------------- Muitas pessoas têm tentado operar suas CPU's 90 MHz em 100 MHz, etc. Isso algumas vezes funciona, mas é sensível à temperatura e outros fatores e pode danificar seu sistema. Um dos autores deste documento fez o over-clock de seu próprio sistema por um ano, e então o sistema começou a abortar o programa `gcc' com um sinal inesperado enquanto estava compilando um kernel do sistema operacional. Voltando a velocidade da CPU à sua nominal, o problema foi resolvido. O compilador `gcc' freqüentemente é a primeira coisa a falhar com módulos de memória ruins (ou outros problemas de hardware que alteram dados imprevisivelmente) porque ele faz enormes estruturas de dados que movimenta repetidamente. Um erro nessas estruturas de dados fará com que execute uma instrução ilegal ou acesse um endereço inexistente. O sintoma disso será o `gcc' terminar com um sinal inesperado. ------------------------------------------------------------------------------- 4. Obtendo a Mídia de Instalação do Sistema ------------------------------------------- 4.1. Conjunto de CDs oficiais da Debian GNU/Linux ------------------------------------------------- Com certeza o jeito mais fácil de instalar a Debian GNU/Linux é através de um conjunto de CD-ROMs oficiais (veja o endereço página de vendedores de CDs (http://www.debian.org/CD/vendors/)). Você também pode copiar as imagens de um servidor da Debian e criar seus próprios CDs, se tiver uma conexão de rede rápida e um gravador de CD. Se tiver um conjunto de CDs da Debian e sua máquina suporta CDs inicializáveis, você pode pular para Secção 5.4, `Inicializando através de um CD-ROM'; muito esforço esta sendo feito para ter certeza que a maioria dos arquivos que as pessoas precisam estejam nestes CDs. No entanto, um conjunto completo de pacotes binários podem tomar 7 CDs, e é improvável que você precise de pacotes do quarto CD em diante (caso você utilize um comum de pacotes). Caso a sua máquina não suporte a inicialização via CD, mas você tem um conjunto de CDs, então será possível usar uma estratégia alternativa disquetes, disco rígido, ou inicialização através da rede) para inicializar seu sistema e iniciar o processo de instalação. Os arquivos que precisa para a inicialização através de outros métodos também estão no CD; o arquivo de rede da Debian e a organização de diretórios do CD são idênticos. Assim os caminhos de arquivos que precisa são dados de acordo com suas necessidades de inicialização, veja estes arquivos nos mesmos diretórios e sub-diretórios de seu CD. Uma vez que o programa de instalação for iniciado, ele obterá todos os outros arquivos que precisar do CD. Caso você não possua o conjunto de CDs de instalação, será preciso copiar os arquivos do sistema de instalação da internet para seu disco rígido, disquetes ou um computador conectado que será usado para iniciar a instalação. 4.2. Obtendo os arquivos através dos mirrors da Debian ------------------------------------------------------ Quando estiver copiando arquivos através de um mirror da Debian, tenha certeza de copiar os arquivos em modo _binário_ e não em texto ou modo automático. É importante que a mesma estrutura de diretórios que encontrar no mirror seja criar um 'sub-mirror' local. Não é realmente necessário fazer isto se você colocar todos os arquivos de instalação nos disquetes; mas esse esquema oferece facilidades para encontrar os arquivos quando você deles. Você deve iniciar sua estrutura local de diretórios do nível sob `disks-alpha', por exemplo: current//images-1.44//rescue.bin Você não precisará copiar cada arquivo sob aquele nível, apenas os que se aplicam a você (você terá que ler e encontrar os que se aplicam a você). Apenas coloque os nomes de diretórios da mesma forma que no mirror, e mantenha os arquivos nos respectivos diretórios. Caso sua máquina esteja configurada para descompactar/decodificar automaticamente os arquivos que copiou, você deverá desativar esta característica enquanto copiar o sistema de instalação. Eles serão descompactados somente no momento da instalação. A descompactação no sistema atual causará uma perda de espaço em disco e tempo, e caso os arquivos compactados originais sejam apagados pelo programa de descompactação, eles não poderão ser usados caso o programa de instalação precise deles mais tarde. 4.2.1. Opções de Instalação --------------------------- Os arquivo que você pode precisar dividem-se em três categorias : 1. Arquivos necessários para inicializar no sistema de instalação (por exemplo, `rescue.bin', `linux.bin', e `root.bin') 2. Arquivos aos quais o sistema de instalação precisará ter acesso depois que o mesmo tenha sido iniciado para poder instalar o kernel do sistema operacional e controladores de periféricos (por exemplo, `rescue.bin' e `drivers.tgz') 3. Arquivos de instalação do sistema básico (por exemplo, `basedebs.tar') Caso você possua uma conexão Ethernet funcional em seu computador e sua placa Ethernet seja do tipo para o qual o suporte foi compilado no kernel de instalação, você pode somente precisar instalar os arquivos de inicialização do sistema. O instalador é capaz de instalar o kernel e os controladores através da rede para muitas placas Ethernet comuns. Caso você possua uma conexão Ethernet para a qual o instalador não oferece suporte embutido, você pode precisar de ambos os arquivos de inicialização do sistema e os arquivos de instalação do kernel e dos controladores de periféricos. Se você está instalando em um sistema sem uma conexão de rede funcional ou se sua conexão de rede é via PPP (usando um modem) ao invés de Ethernet, você precisará obter todos os três tipos de arquivos antes de iniciar a instalação. Caso você não tenha certeza sobre quais arquivos você precisa, comece com os arquivos de inicialização do sistema de instalação. Caso sua primeira tentativa de configurar a rede a partir do instalador falhe, você pode abortar, obter os arquivos extras que você precisa e reiniciar a instalação. O arquivo de instalação do sistema básico `basedebs.tar' possui atualmente o tamanho de 27M. Caso você tenha a possibilidade de usar um CD ou configurar sua rede antes de instalar o sistema básico, é melhor fazê-lo; neste caso você não precisará deste arquivo. A localização de rede é listada no apêndice (Secção 11.2.3.4, `Arquivos de Instalação do Sistema Básico da Debian'). 4.2.2. Escolhendo o Conjunto de Instalação Correto -------------------------------------------------- Arquivos de instalação incluem imagens de kernel, as quais estão disponíveis para várias ``subarquiteturas''. Cada subarquitetura suporta um conjunto diferente de hardware. As subarquiteturas disponíveis para a arquitetura Alpha são : 4.2.3. Onde encontrar os arquivos de instalação ----------------------------------------------- As localizações de rede dos arquivos de instalação para cada tipo da arquitetura alpha estão listados no Apêndice. Estes incluem: * imagens de inicialização * .../current/images-1.44/rescue.bin (http://http.us.debian.org/debian/dists/woody/main/disks-alpha/current/images-1.44/rescue.bin) * .../current/jensen/images-1.44/rescue.bin (http://http.us.debian.org/debian/dists/woody/main/disks-alpha/current/jensen/images-1.44/rescue.bin) * .../current/nautilus/images-1.44/rescue.bin (http://http.us.debian.org/debian/dists/woody/main/disks-alpha/current/nautilus/images-1.44/rescue.bin) * imagem(ns) raíz ou arquivo tar * .../current/images-1.44/root.bin (http://http.us.debian.org/debian/dists/woody/main/disks-alpha/current/images-1.44/root.bin) * binário do kernel * Secção 11.2.3.2, `Arquivos do Kernel do Linux' * imagens de controladores ou arquivo tar * Secção 11.2.3.3, `Arquivos de Controladores' * imagens do sistema básico ou arquivo tar * Secção 11.2.3.4, `Arquivos de Instalação do Sistema Básico da Debian' A imagem de inicialização contém um kernel Linux compactado. Ele é usado tanto como inicialização por disquetes (quando transferido para um disquete) e como fonte para o kernel Linux quando o kernel está sendo instalado em sua máquina. O binário do kernel `Linux.bin' é um binário do kernel não compactado. Ele é usado na inicialização do instalador a partir do disco rígido ou CD-ROM e não é necessário para inicialização do instalador por disquete. Consulte Secção 4.3, `Criando os disquetes através de imagens de disco' para informações importantes sobre a criação de disquetes de forma apropriada através das imagens de disquetes. A imagem do disquete raíz contém um sistema de arquivos RAMdisk compactado que é carregado para a memória após iniciar o instalador. Os controladores de periféricos podem ser copiados como uma série de imagens de disquetes ou como um arquivo .tar (`drivers.tgz'). O sistema de instalação precisará acessar o arquivo de controladores durante a instalação. Caso você possua uma partição de disco rígido ou computador conectado que estará acessível para o instalador (veja abaixo), o arquivo tar será mais conveniente para a manipulação. Os arquivos de imagem de disquetes são necessários somente se você precisa instalar os controladores através de disquetes. Enquanto copia os arquivos, você também deve prestar atenção no tipo de sistema de arquivos _para o qual você os copia_, a não ser que você vá usar disquetes para o kernel e controladores. O instalador é capaz de acessar arquivos em muitos tipos de sistemas de arquivos, incluindo FAT, HFS, ext2fs e Minix. Quando copiar arquivos para um sistema de arquivos *nix, escolha os arquivos de maior tamanho possíveis do repositório. Caso escolha inicializar através de um firmware de console ARC usando o `MILO', você também precisará preparar um disco contendo o `MILO' e o `LINLOAD.EXE' através das imagens de disco oferecidas. Consulte Secção 5.1, `Firmware do console Alpha' para mais detalhe sobre o Alpha firmware e gerenciadores de inicialização. As imagens de disquetes podem ser encontradas no diretório `MILO' como `milo_.bin'. Infelizmente, estas imagens do `MILO' não podem ser testadas e podem não funcionar para todas as subarquiteturas. Se achar que elas não funcionam para você, tente copiar o binário `MILO' apropriado em um disquete (ftp://ftp.debian.org/debian/dists/woody/main/disks-alpha/current/MILO/). Note que estes `MILO's não suportam "sparse superblocks" do sistema de arquivos ext2, sendo assim você não poderá usa-los para carregar kernels de sistemas de arquivos ext2 com estes recursos. Como uma forma de contornar este problema, você pode colocar seu kernel em uma partição FAT próxima ao `MILO'. Os binários do `MILO' são específicos de plataformas. Consulte Secção 2.1.2, `CPU, Placas Mãe e Suporte a Vídeo' para determinar a imagem do `MILO' apropriada para sua plataforma Alpha. Durante a instalação, você apagará a(s) partição(ões) na(s) qual(is) você está instalando o Debian antes de iniciar a instalação. Todos os arquivos carregados deverão ser colocados em _outras_ partições que não as quais você planeja instalar o sistema o sistema. 4.3. Criando os disquetes através de imagens de disco ----------------------------------------------------- Os disquetes inicializáveis normalmente são usados para iniciar o sistema de instalação em máquinas com uma unidade de disquetes. Os disquetes também podem ser usados para a instalação do kernel e módulos na maioria dos sistemas. As imagens de disco são arquivos contendo o conteúdo completo de uma imagem de disco em formato _raw_. As imagens de disco, tal como `rescue.bin', não podem ser simplesmente copiadas para os disquetes. Um programa especial é usado para gravar os arquivos de imagem para um disquete no modo _raw_. Isto é necessário porque estas imagens são representações raw do disco; isto é requerido para fazer uma _cópia de setores_ de dados de um arquivo no disquete. Existem diferentes técnicas de criar disquetes através de imagens de disco, as quais dependem de sua plataforma. Esta seção descreve como criar os disquetes de imagens de disco em diferentes plataformas. Não importa qual método você utilize para criar seus disquetes, você deve se lembrar de proteger os disquetes contra gravação assim que cria-los, para garantir que eles não sejam danificados. 4.3.1. Gravando Imagens de Disco a partir de um Sistema Linux ou Unix --------------------------------------------------------------------- Para gravar arquivos de imagem de disco para disquetes, você provavelmente necessitará ter acesso root ao sistema. Coloque um disquete em bom estado e vazio em sua unidade de disquetes. Após isto, execute o comando: dd if= of=/dev/fd0 bs=1024 conv=sync ; sync onde é um dos arquivos de imagem de disco (veja Secção 4.2, `Obtendo os arquivos através dos mirrors da Debian' para saber o que tipo deve ser). `/dev/fd0' é um nome normalmente usado para o dispositivo de disco flexível, ele pode ser diferente em sua estação de trabalho (no Solaris, ele é `/dev/fd/0'). O comando pode retornar ao prompt antes do Unix finalizar a gravação no disco flexível, portanto observe o LED de indicação de atividade de disco e tenha certeza que ele está apagado e o disco esteja parado antes de removê-lo da unidade. Em alguns sistemas, você terá que executar um comando para ejetar o disquete da unidade (no Solaris, use o `eject', veja a página de manual). Alguns sistemas tentam montar automaticamente uma unidade de disquetes quando o o mesmo é colocado na unidade. Você pode ter que desativar esta característica antes da estação lhe permitir gravar o disquete em _modo raw_. Infelizmente, como fazer isso depende de seu sistema operacional. No Solaris, você pode trabalhar em torno do gerenciamento de volume para obter acesso raw a unidade de disquetes. Primeiro, tenha certeza que o disquete foi montado automaticamente (usando `volcheck' ou um comando equivalente no gerenciador de arquivos). Então use o comando `dd' na forma do exemplo acima, apenas substituído o dispositivo `/dev/fd0' por `/vol/rdsk/', onde é o nome que foi dado ao disco flexível quando o mesmo foi formatado (disquetes sem identificação utilizam o valor padrão `unnamed_floppy'). Em outros sistemas, consulte administrador. 4.3.2. Gravando imagens de disco a partir do DOS, Windows ou OS/2 ----------------------------------------------------------------- Caso você tenha acesso à uma máquina i386, você poderá usar um dos seguintes comandos para copiar as imagens de disco para os disquetes. Os programas FDVOL, WrtDsk ou RaWrite3 podem ser usados sob o MS-DOS. http://www.minix-vmd.org/pub/Minix-vmd/dosutil/ Para utilizar estes programas, primeiro tenha certeza que inicializou no DOS. Estes programas _não_ estão preparados para funcionar sobre a janela do DOS no Windows ou clicando duas vezes nos ícones de seus executáveis dentro de uma seção do Windows Explorer. Caso não saiba como inicializar no DOS, pressione _F8_ durante a inicialização. O `NTRawrite' é uma tentativa de criar uma versão do `Rawrite/Rawrite3' que é compatível com o Windows NT e Windows 2000. Trata-se de uma aplicação gráfica auto-explicativa; você seleciona o disco no qual gravar, navega até a imagem de disco que você quer que seja colocada no disco e pressiona o botão Write (Gravar). http://sourceforge.net/projects/ntrawrite/ 4.3.3. Modificando o disquete de inicialização para suportar o idioma nativo. ---------------------------------------------------------------------------- As mensagens mostradas pelo disquete de inicialização (antes de carregar o kernel Linux) podem ser exibidas em seu idioma local. Para fazer isto, caso não seja um usuário nativo do idioma inglês, após gravar as imagens de disquete, você pode copiar os arquivos de mensagens oferecidos e uma fonte de caracteres para o disquete. Um arquivo em lote chamado `setlang.bat' para usuários do MS-DOS e Windows está disponível no diretório `dosutils'. O mesmo copia os arquivos corretos. Simplesmente entre neste diretório (exemplo, cd c:\debian\dosutils ) dentro de uma janela de prompt e execute `setlang ', onde é um código de 2 letras de seu idioma em minúsculas, por exemplo `setlang pt' para ajustar seu idioma para o Português. Atualmente estes códigos de idioma estão disponíveis : ca cs da de eo es fi fr gl hr hu it ko ja pl pt ru sk sv tr zh_CN Note que as descrições neste manual assumem que você utilize uma instalação não localizada (Português); caso contrário os nomes de menus e botões serão diferentes dos vistos em sua tela. 4.4. Preparando arquivos para inicialização TFTP via rede --------------------------------------------------------- Caso sua máquina esteja conectada à uma rede local, você pode iniciá-la através da rede a partir de outra máquina, usando TFTP. Se você pretende iniciar o sistema de instalação a partir de outra máquina, os arquivos de inicialização precisarão ser colocados em localizações específicas na máquina que será inicializada e a mesma precisará estar configurada para suportar inicialização de sua máquina específica. Você precisa configurar um servidor TFTP, e para máquinas CATS, um servidor BOOTP . Ao contrário do Open Firmware encontrada em máquinas Sparc e PowerPC, o console SRM _não_ utilizará RARP para obter seu endereço IP, e você deverá usar BOOTP para fazer a inicialização via rede em seu Alpha. Você pode também especificar a configuração IP para suas interfaces de rede diretamente no console SRM. [1] O protocolo TFTP (Protocolo Trivial de Transferência de Arquivos) é usado para enviar a imagem de inicialização para o cliente. Teoricamente, qualquer servidor, em qualquer plataforma, que implementa estes protocolos, pode ser usado. No exemplo desta seção, nós ofereceremos comandos para o SunOS 4.x, SunOS 5.x (também conhecido como Solaris) e GNU/Linux. [1] Os sistemas Alpha também pode ser iniciados via rede usando o DECNet MOP (Maintanance Operations Protocol), mas isto não é coberto aqui. Presumivelmente, seu operador do OpenVMS ficará feliz em ajudá-lo caso você tenha a necessidade de usar MOP para iniciar o Linux em seu Alpha. 4.4.1. Ativando o servidor TFTP ------------------------------- Para ter o servidor TFTP pronto para ser usado, voce primeiro deve ter certeza que o programa servidor TFTP está ativado. Isto é normalmente ativado ativando a seguinte linha no seu arquivo `/etc/inetd.conf': tftp dgram udp wait root /usr/sbin/tcpd in.tftpd /tftpboot Olhe neste arquivo e lembre-se do diretório que usou como argumento para `in.tftpd'; você precisará dessa informação mais adiante. A opção `-l' permite que algumas versões do `in.tftpd' registrem todas as requisições nos logs do sistema; isto é útil para diagnosticar erros de inicialização. Se precisar modificar o arquivo `/etc/inetd.conf', você terá que notificar o processo `inetd' em execução que o arquivo foi modificado. Em uma máquina Debian, execute o `/etc/init.d/netbase reload' (para o potato/2.2 e sistemas mais atuais use `/etc/init.d/inetd reload'); em outras máquinas, localize o PID do `inetd' e execute `kill -HUP '. 4.4.2. Mova as Imagens TFTP para o local apropriado --------------------------------------------------- Em seguida, coloque a imagem de inicialização do TFTP que precisa, como explicado em Secção 11.2.3, `Descrição dos Arquivos de Instalação do Sistema', no diretório de imagens de inicialização `tftpd'. Geralmente, este diretório será `/tftpboot'. Você precisará fazer um link daquele arquivo para o arquivo que o `tftpd' utilizará para inicializar um cliente em particular. Infelizmente, o nome de arquivo é determinado pelo cliente TFTP e não existem padrões rígidos. Freqüentemente, o arquivo que o cliente TFTP procura é . Para computar , cada byte do endereço IP do cliente é traduzido em notação hexadecimal. Caso você possua uma máquina disponível, você poderá usar o programa `bc'. Primeiro execute o comando `obase=16' para ajustar a saída em hexadecimal, então entre com os componentes individuais do IP do cliente um por vez. Para , tente alguns valores. No Alpha, você deve especificar o nome do arquivo (com o caminho relativo ao diretório das imagens de inicialização) usando o argumento `-file' para o comando `boot' SRM, ou ajustando a variável de ambiente `BOOT_FILE'. Alternativamente, o nome do arquivo deve ser fornecido via BOOTP (no `dhcpd' do ISC, use a diretiva `filename'). Ao contrário do Open Firmware, `não existe' nome de arquivo padrão no SRM, assim você _deve_ especificar um nome de arquivo para um destes métodos. _AINDA NÃO ESCRITO_ 4.4.3. Instalando com TFTP e raíz NFS ------------------------------------- Isso é parecido com "instalação TFTP para sistemas com pouca memória..." porque você não quer mais carregar o RAMdisk mas sim inicializar a partir do novo sistema de arquivos raíz via NFS criado. Você precisa então trocar a ligação simbólica para a imagem tftpboot por uma ligação simbólica para a imagem de kernel (por exemplo, `linux-a.out'). Minha experiência em iniciar através da rede foi baseada exclusivamente em RARP/TFTP os quais requerem todos os daemons sendo executados no mesmo servidor (a estação de trabalho sparc está enviando uma requisição TFTP de volta para o servidor que respondeu à sua requisição prévia). Porém, Linux também suporta o protocolo BOOTP, mas eu não sei como configurá-lo :(( Isto também precisa ser documentado neste manual ? Para iniciar a máquina cliente, vá para Secção 5.6, `Inicializando via TFTP'. 4.5. Instalação Automática -------------------------- Para instalação em múltiplos computadores é possível usar um sistema de instalação automática chamado `FAI'. O pacote Debian `fai' deve ser instalado em um computador chamado de servidor de instalação. Então todos os clientes de instalação podem inicializar através de sua placa de rede ou disco flexível e instalar o Debian automaticamente em seus discos locais. ------------------------------------------------------------------------------- 5. Iniciando o sistema de instalação ------------------------------------ Sujeito a limitações em muitos casos, você poderá iniciar o sistema de instalação da Debian GNU/Linux através de CD-ROM, disquetes, uma partição em um disco rígido ou através de outra máquina via uma rede de área local. 5.1. Firmware do console Alpha ------------------------------ A firmware do console é armazenada em uma ROM flash e iniciado quando o console Alpha é iniciado ou resetado. Existem duas especificações diferentes de console usada em sistemas Alpha e então estão disponíveis duas classes de console firmware: * _Console SRM_, baseado na especificação de subsistema do Console Alpha, que oferece um ambiente operacional para o OpenVMS, UNIX Tru64 e sistemas operacionais Linux. * _ARC, AlphaBIOS ou console ARCSBIOS_, baseado na especificação avançada RISC (ARC), quer oferece um ambiente operacional para o Windows NT. Através da perspectiva do usuário, a diferença mais importante entre o SRC e ARC é que a escolha do console afeta o esquema de possíveis esquemas de particionamento do disco que deseja inicializar. O ARC requer que utilize uma tabela de partição do MS-DOS (como criado pelo `cfdisk') para o disco de inicialização. No entanto as tabelas de partição do MS-DOS são o formato nativo de partição quando inicializa através de um ARC. De fato, o AlphaBIOS contém um utilitário de particionamento de disco, você deve preferir particionar seus discos dos menus da firmware antes de instalar o Linux. De modo controverso, o SRM é _incompatível_ com as tabelas de partição do MS-DOS. [1] Pois o sistema UNIX Tru64 usa o formato de volume de disco do BSD, este é o formato de partição "nativo" para instalações do SRM. Pelo motivo do GNU/Linux ser o único tipo de sistema operacional no Alpha que pode ser inicializado através de ambos tipos de console, a escolha também depende de que tipos de sistemas operacionais também deseja executar na mesma máquina. Todos os outros sistemas operacionais padrão Unix (Tru64, Unix, FreeBSD, OpenBSD e o NetBSD) e o OpenVMS somente podem ser inicializados via SRM, enquanto que o Windows NT somente pode inicializar através do ARC. A seguinte tabela resume as combinações de sistemas/tipos de console suportados (veja Secção 2.1.2, `CPU, Placas Mãe e Suporte a Vídeo' para ver os tipos de nomes de sistema). A palavra 'ARC' abaixo qualquer um dos consoles que seguem o padrão ARC. Tipo Sistema Tipo de Console suportado ============ ========================= alcor ARC ou SRM avanti ARC ou SRM book1 somente SRM cabriolet ARC ou SRM dp264 somente SRM eb164 ARC ou SRM eb64p ARC ou SRM eb66 ARC ou SRM eb66p ARC ou SRM jensen somente SRM lx164 ARC ou SRM miata ARC ou SRM mikasa ARC ou SRM mikasa-p somente SRM nautilus somente ARC (veja o manual da placa mãe) noname ARC ou SRM noritake somente SRM noritake-p somente SRM pc164 ARC ou SRM rawhide somente SRM ruffian somente ARC sable somente SRM sable-g somente SRM sx164 ARC ou SRM takara ARC ou SRM xl somente ARC xlt ARC ou SRM Geralmente, nenhum destes consoles podem iniciar o Linux diretamente, assim é requerida a assistência de um gerenciador de inicialização intermediário. Existem dois gerenciadores de inicialização no Linux para isto: `MILO' e o `aboot'. O `MILO' por si é um console, que substitui o ARC ou SRM da memória. O `MILO' pode ser inicializado de ambos o ARC e SRM e é o único método de iniciar o Linux do console ARC. O `MILO' é específico e plataforma (um `MILO' diferente é necessário pra cada tipo de sistema) e existe somente para estes sistemas, para o qual o suporte ARC é mostrado na tabela acima. Veja também (infelizmente desatualizado) MILO HOWTO (http://www.tldp.org/HOWTO/MILO-HOWTO.html). O `aboot' é um gerenciador de partida pequeno e independente de plataforma, que é executado somente através do SRM. Veja o (infelizmente desatualizado) SRM HOWTO (http://www.tldp.org/HOWTO/SRM-HOWTO.html) pra obter mais detalhes sobre o `aboot'. Desta forma, três cenários são geralmente possíveis, dependendo da firmware do console do sistema e se o `MILO' estiver ou não disponível: SRM -> aboot SRM -> MILO ARC -> MILO A placa mãe UP1000 (sub-arquitetura com o nome 'nautilus') do Processador Alpha, e diferente de todas as outras, neste ele usa um gerenciador de partida específico de API que é executado sob o firmware do AlphaBIOS. Pelo motivo do `MILO' não estar disponível para qualquer sistema Alpha em produção atual (como de Fevereiro de 2000) e porque ele não é mais necessário para aquisição de licenças do OpenVMS e do UNIX Tru64 para ter uma firmware SRM em seu Alpha antigo, é recomendado que você utilize o SRM e o `aboot' nas novas instalações do GNU/Linux, a não ser que deseja fazer uma dupla inicialização com o Windows NT. A majoridade dos Servidores Alpha e todos os servidores atuais e produtos de workstations contém ambos o SRM e AlphaBIOS em suas firmwares. Para máquinas "half-flash" tal como as várias placas evaluation, é possível mudar de uma versão para outra atualizando a firmware flash. Também assim que o SRM for instalado é possível executar o ARC/AlphaBIOS de um disquetes (usando o comando 'arc'). Para as razões acima mencionadas, nós recomendamos mudar para o SRM antes de instalar a Debian. Como em outras arquiteturas, você deve instalar a versão de revisão mais nova da firmware [2] antes de instalar a Debian. Para o Alpha, as atualizações de firmware podem ser obtidas de Alpha Firmware Updates (http://ftp.digital.com/pub/DEC/Alpha/firmware/). [1] Especificamente, o formato do setor de inicialização requerido pela Especificação do Subsistema de Console entra em conflito com a colocação da tabela de partição do DOS. [2] Exceto no Jensen, que ainda não suporta o Linux nas firmwares de versões mais novas que a 1.7 - veja http://www.linuxalpha.org/faq/FAQ-9.html para mais detalhes 5.2. Inicializando com o MILO ----------------------------- O MILO contido na mídia de inicialização é automaticamente configurado para fazer a inicialização pelo Linux. Se precisar intervir, tudo que precisa fazer é pressionar espaço durante a contagem regressiva do MILO. Se desejar especificar todos os bits explicitamente (por exemplo, para fornecer parâmetros adicionais), você pode usar um comando como este: MILO> boot fd0:linux.bin.gz root=/dev/fd0 load_ramdisk=1 Se estiver iniciando de outro tipo de mídia que não seja através de um disquete, substitua `fd0' do exemplo acima pelo nome de dispositivo apropriado. O comando `help' pode lhe dar uma breve referência dos comandos do MILO. 5.3. Argumentos de Inicialização -------------------------------- Os argumentos de inicialização são parâmetro do kernel do Linux que geralmente são usados para assegurar que os periféricos estejam sendo configurados corretamente. Para a maior parte, o kernel pode auto-detectar os detalhes sobre seus periféricos. Mas em alguns casos, você precisará ajudar um pouco o kernel. Dependendo da firmware de console na qual está inicializando, diferentes métodos se aplicam para passar parâmetros para o kernel. Estes métodos serão descritos abaixo, separadamente para cada processo de inicialização. Detalhes completos sobre os parâmetros de inicialização podem ser encontrados em Linux BootPrompt HOWTO (http://www.tldp.org/HOWTO/BootPrompt-HOWTO.html); esta seção contém somente uma referência sobre os parâmetros mais usados. Na primeira vez que iniciar o sistema, tente utilizar os parâmetros padrões de inicialização (isto é, não tente passar argumentos) e certifique-se de que está funcionando, o que provavelmente irá ocorrer. Em caso negativo, você poderá reinicializar mais tarde e procurar por parâmetros especiais que informem sobre seu hardware ao sistema. Quando o kernel é inicializado, a mensagem `Memory: k/k available' deverá ser exibida no começo do processo. deve ser igual ao total de memória RAM, em kilobytes. Se isto não ocorrer, você deverá utilizar o parâmetro `mem=', onde é a quantidade de memória, seguida de ``k'', de kilobytes, ou ``m'', de megabytes. Por exemplo, tanto `mem=65536k' como `mem=64m' resulta em 64MB de RAM. Caso seu monitor seja somente capaz de mostrar preto-e-branco, use o argumento de inicialização `mono'. Caso contrário, sua instalação utilizará colorido que é o padrão. Se estiver inicializando através de um console serial, o kernel normalmente detectará isto . Se tiver uma placa de video (framebuffer) e um teclado também conectado ao computador que deseja inicializar via console serial, você terá que passar o argumento `console=' ao kernel, onde é o seu dispositivo serial, que normalmente é alguma coisa como ``ttyS0''. Novamente, detalhes completos dos parâmetros de inicialização podem ser encontrados em Linux BootPrompt HOWTO (http://www.tldp.org/HOWTO/BootPrompt-HOWTO.html), incluindo dicas para hardwares obscuros. Algumas dicas estão incluídas abaixo na Secção 5.7, `Resolvendo Problemas durante o processo de instalação'. 5.3.1. Argumentos do `dbootstrap' --------------------------------- O sistema de instalação reconhece alguns argumentos que podem ser úteis. quiet Isto faz o sistema de instalação ocultar as mensagens de confirmação e tentar fazer as coisas certas sem muita perguntas. Se estiver familiar e confortável sabendo o que o processo de instalação faz, está é uma opção adequada para ocultar a maioria das questões. verbose Pergunta até mais questões que o normal. debug Emite mensagens adicionais para o log de instalação do sistema (veja Secção 5.8.1, `Usando o Interpretador de Comandos e visualizando os Logs'), incluindo cada comando executado. bootkbd=<...> Pre-selecione o teclado que deseja utilizar, e.g. `bootkbd=qwerty/us' mono Use o modo monocromático ao invés do colorido. nolangchooser Algumas arquiteturas utilizam o framebuffer do kernel para oferecer a instalação em diversos idiomas. Caso o framebuffer cause problemas em seu sistema você pode usar esta opção para desabilitar este recurso. Sintomas de problemas são mensagens de erros sobre o bterm ou o bogl, um tela em branco ou um congelamento depois de poucos minutos após iniciar a instalação. 5.4. Inicializando através de um CD-ROM --------------------------------------- A rota mais fácil para a maioria das pessoas será utilizar o conjunto de CDs da Debian (http://www.debian.org/CD/vendors/). Se tiver um conjunto de CDs e sua máquina suportar a inicialização direta do CD, grande! Simplesmente insira seu CD, reinicie e prossiga para o próximo capítulo. 5.4.1. Inicialização através de CD-ROM com o console SRM -------------------------------------------------------- Digite >>> boot xxxx -flags 0 onde `xxxx' é sua unidade de CD-ROM na notação SRM. 5.4.2. Inicializando a partir de um CD-ROM com o console ARC ou AlphaBIOS ------------------------------------------------------------------------- Para iniciar através de um CD-ROM através do console ARM, encontre o nome de seu código de sub-arquitetura (veja Secção 2.1.2, `CPU, Placas Mãe e Suporte a Vídeo'), então use `\milo\linload.exe' como seu gerenciador de partida e `\milo\'' (onde é o nome de sub-arquitetura apropriada) como o caminho do SO no menu "OS Selection Setup". O Ruffians faz uma exceção: Você precisa usar o `\milo\ldmilo.exe' como gerenciador de partida. Note que certas unidades de CD podem requerer controladores especiais, e assim se tornarem inacessíveis em estágios iniciais da instalação. Se o método de inicialização via CD não funciona em seu hardware, re-leia esta capítulo e leia sobe os kernels alternativos e métodos de instalação que podem funcionar para você. Unidades de CD-ROM USB são suportada pelo tipo "bf2.4". Os dispositivos fireware que são suportados pelos controladores ohci1394 e sbp2 podem também ser usados com o tipo de imagem de inicialização `bf2.4'. Até mesmo se não inicializar através de um CD-ROM, você provavelmente instalará os pacotes da Debian e todos os componentes do sistema que desejar a partir do CD-ROM. Apenas inicialize usando uma mídia diferente, como disquetes. Quando for a hora de instalar o sistema operacional, sistema básico e qualquer pacote adicional, aponte o sistema de instalação para a unidade de CD-ROM. Se tiver problemas durante a inicialização, veja Secção 5.7, `Resolvendo Problemas durante o processo de instalação'. 5.5. Inicializando a partir de disquetes ---------------------------------------- 5.5.1. Inicializando através de disquetes com o Console SRM ----------------------------------------------------------- No aviso do SRM (`>>>'), digite o seguinte comando: >>> boot dva0 -flags 0 possivelmente substituindo `dva0' com o nome de dispositivo atual. Normalmente, `dva0' é o disquete; digite >>> show dev para ver a lista de dispositivos (e.g. se deseja inicializar através do CD). Note que se estiver inicializando via MILO, o argumento `-flags' será ignorado, assim você precisará apenas digitar `boot dva0'. Se tudo funcionar OK, você verá a inicialização do kernel do Linux. Se deseja especificar parâmetros do kernel quando iniciar via `aboot', use o seguinte comando: >>> boot dva0 -file linux.gz -flags "root=/dev/fd0 load_ramdisk=1 arguments" (digitado em uma linha), substituindo, se necessário, o nome de dispositivo atual do SRM por `dva0', o nome do dispositivo de inicialização por `fd0' e os parâmetros designados do kernel por `argumentos'. Se desejar especificar os parâmetros do kernel quando iniciar via `MILO', você terá que interromper a inicialização assim que entrar no MILO. Veja Secção 5.2, `Inicializando com o MILO'. 5.5.2. Inicializando através de disquetes com o Console ARC ou AlphaBIOS ------------------------------------------------------------------------ No menu de seleção do SO, escolha `linload.exe' como gerenciador de partida, e `milo' como caminho do SO. Inicialize usando a nova entrada criada. 5.5.3. Inicialização através de disquetes com o gerenciador de partida APB (UP1000) ---------------------------------------------------------------------------- Para inicializar nesta plataforma, execute `\apb\apb.exe' através do menu `Utility/Run Maintenance Program' e digite boot debian_install no aviso do APB. Se tiver problemas inicializando, veja Secção 5.7, `Resolvendo Problemas durante o processo de instalação'. 5.6. Inicializando via TFTP --------------------------- A inicialização via rede requer que tenha uma conexão de rede suportada pelos boot-floppies. um servidor BOOTP e um servidor TFTP. O método de instalação para suportar inicialização via TFTP é descrito em Secção 4.4, `Preparando arquivos para inicialização TFTP via rede'. NO SRM, as interfaces Ethernet são nomeadas com o prefixo `ewa' e serão listadas na saída do comando `show dev', dessa forma (levemente editada) : >>>show dev ewa0.0.0.9.0 EWA0 08-00-2B-86-98-65 ewb0.0.0.11.0 EWB0 08-00-2B-86-98-54 ewc0.0.0.2002.0 EWC0 00-06-2B-01-32-B0 Primeiro precisará configurar o protocolo de inicialização: >>> set ewa0_protocol bootp Então verifique se o protocolo está correto: >>> set ewa0_mode Você obterá uma lista de modos válidos com `>>>set ewa0_mode'. Então para inicializar da primeira interface Ethernet, você deverá digitar: >>>boot ewa0 Se desejar usar um console serial, você _deverá_ passar o parâmetro `console=' ao kernel. Isto pode ser feito usando o argumento `-flags' no comando de `boot' do SRM. As portas seriais são nomeadas da mesma forma como seus arquivos correspondentes no diretório `/dev'. Por exemplo, para iniciar do `ewa0' e usar um console como sua porta serial, você deverá digitar: >>>boot ewa0 -flags console=ttyS0 5.7. Resolvendo Problemas durante o processo de instalação ---------------------------------------------------------- 5.7.1. Confiança em disquetes ----------------------------- O maior problema de pessoas que instalam a Debian pela primeira vez é sobre a confiança nos disquetes. O disquete de inicialização é o disquete que pode ter o pior problema, porque ele é lido diretamente pelo hardware, antes do Linux inicializar. Freqüentemente, o hardware não pode ler a confiança do disquetes de driver do Linux, e poderá parar sem mostrar nenhuma mensagem de erro caso ler dados incorretos do disco. Estas falhas podem também acontecer no disquete de controladores e nos disquetes do sistema básico, a maioria deles são indicados por várias mensagens sobre erros de I/O do disco. Se você está tendo problemas de instalação com um disquete em particular, a primeira coisa que deve fazer é re-copiar o disco de imagem afetado e grava-la em _outro_ disquete. Simplesmente reformatando o antigo disquete não será suficiente, até mesmo se parecer que o disquete foi foi reformatado e gravado sem erros. Em muitos casos é útil tentar gravar o disquete em um computador diferente. Um usuário relatou que tentou gravar uma imagem para o disquete _três_ vezes antes de ter sucesso, e então tudo funcionou corretamente com o terceiro disquete. Outros usuários tem relatado que simplesmente reiniciando o computador algumas vezes com o mesmo disquete na unidade, obtiveram sucesso na inicialização. Isto tudo é devido a bugs de hardware ou firmware de unidades de disquetes. 5.7.2. Configuração de Inicialização ------------------------------------ Se tiver problemas e o kernel trava durante o processo de inicialização, não reconhece os periféricos que possui atualmente ou os controladores não são reconhecidos atualmente, a primeira coisa a verificar são os parâmetros de inicialização, como discutido em Secção 5.3, `Argumentos de Inicialização'. Caso você esteja iniciando com seu próprio kernel ao invés do kernel fornecido com o instalador certifique-se de que `CONFIG_DEVFS' não esteja configurado em seu kernel. O instalador não é compatível com `CONFIG_DEVFS'. Freqüentemente, os problemas podem ser resolvidos removendo as placas de expansão e periférico e tentar inicializar de novo. No entanto, existem algumas limitações em nosso conjunto de discos de boot com respeito ao suporte de hardware. Algumas plataformas suportadas pelo Linux podem não ser diretamente suportadas pelos nossos boot-floppies. Se este o caso, você deverá criar um disquete de boot personalizado (veja Secção 10.3, `Trocando o kernel do disquete de recuperação') ou cheque as instalações de rede. Se tiver uma grande quantidade de memória instalada em sua máquina, mais de 512M, e o programa de instalação trava durante a inicialização do kernel, você precisará adicionar uma opção de partida para limitar a quantidade de memória que o kernel vê, tal como `mem=512m'. 5.7.3. Interpretando as mensagens de inicialização do Kernel ------------------------------------------------------------ Durante a seqüencia de inicialização, você pode ver diversas mensagens na forma `"can't find something"', `"something not present"', `"can't initialize something"', ou mesmo `"this driver release depends on something"'. A maioria dessas mensagens de erro podem ser ignoradas. Elas aparecem porque o kernel do sistema de instalação é criado para funcionar em computadores com diferentes tipos de periféricos. Obviamente, nenhum computador possui todos os tipos possíveis de periféricos, então o sistema operacional mostra diversas mensagens de erro quando não encontra os periféricos que você não possui. O sistema será pausado por um instante. Isto acontece quando ele está aguardando por uma resposta de algum dispositivo, e aquele dispositivo não esta presente em seu sistema. Se acontecer pausas muito longas durante a inicialização do sistema, você pode criar um kernel personalizado depois (veja Secção 9.5, `Compilando um novo Kernel'). 5.7.4. Reportando um problema com o `dbootstrap' ------------------------------------------------ Se você passar pela fase inicial de inicialização mas não conseguir completá-la, a opção de menu "Relatar uma Falha" do `dbootstrap' pode ser útil. Ela cria um arquivo `dbg_log.tgz' em um disquete, disco rígido ou sistema de arquivos NFS montado. O `dbg_log.tgz' detalha o estado do sistema (`/var/log/messages', `/proc/cpuinfo' etc.). O `dbg_log.tgz' pode oferecer pistas como que ocorreu de errado e como corrigir o problema. Caso você esteja enviando um relatório de bug você pode anexar esse arquivo ao relatório de bug. 5.7.5. Enviando um Relatório de Bug ----------------------------------- Se ainda tem problemas, por favor envie um relatório de falha. Envie um email para . Você deve incluir os seguintes detalhes nas primeiras linhas de seu email: Package: boot-floppies Version: Certifique-se de preencher com a versão dos boot-floppies que está usando. Se não souber a versão, use a data que copiou os boot-floppies e inclua o nome da distribuição que os obteve (e.g., ``stable'', ``frozen'', ``woody''). Você também deve incluir os seguintes detalhes em seu relatório de falha: architecture: alpha model: memory: scsi: cd-rom: network card: pcmcia: Dependendo da natureza da falha, também poderá ser útil saber se está instalando em discos IDE ou SCSI, outros periféricos tais como audio, capacidade de disco e modelo da placa de video. No relatório de falha, descreva o que o problema é, incluindo a última mensagem visível do kernel durante a paralisação do kernel. Descreva